Mostrando postagens com marcador Relembre. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Relembre. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 24 de maio de 2012

[Relembre] Acidente revela Tulalip, futura rede social da Microsoft

Atenção essa é uma noticia antiga, que foi publica em 2011 no Núcleo dos Downloads, portanto e só para relembra os boatos que sairão antes da Microsoft lança oficialmente a SO.CL

Uma página publicada por acidente no site SOCL.com, durante a última quinta-feira (14 de julho) revelou que a Microsoft está trabalhando secretamente no desenvolvimento de uma rede social. O projeto, batizado com o nome Tulalip, era descrito como uma maneira de usuários “encontrarem o que precisam e compartilham conhecimentos de forma fácil”.
A empresa de Redmond logo reconheceu o erro, e quem acessa o site em que a imagem foi vazada se depara com uma mensagem que afirma que tudo não passou de um mero incidente. Com isso, a empresa espera convencer os visitantes de que tudo não passa de um projeto exclusivo para uso interno, algo que não parece ser exatamente verdade.
A imagem capturada mostra que o Tulalip teria conexões tanto com contas criadas no Facebook quanto no Twitter. Além disso, duas colunas de fotografias localizadas no canto esquerdo da tela possuem visual bastante semelhante à interface usada no sistema operacional do Windows Phone 7.
Resposta ao Facebook e Google +
Outros detalhes que confirmam as intenções abrangentes da futura rede social estão presentes na página de autorização do serviço no Twitter. Telas capturadas indicam que o Tulalip será capaz de atualizar o perfil dos usuários, além de publicar mensagens em nomes deles
.

Embora a Microsoft permaneça firme na posição de que o site vazado se trata somente de um projeto interno, tudo indica que o serviço é uma resposta ao sucesso de redes sociais como o Facebook e o Google +.

Fonte: Baixaki

sexta-feira, 18 de maio de 2012

A história da Microsoft


Se pensarmos nas maiores empresas de tecnologia da informação que conhecemos, certamente a Microsoft está entre as primeiras da lista. Mas a empresa que domina o mercado mundial de sistemas operacionais e de programas de escritório, como toda empresa, foi pequena um dia. Nesse artigo, o TechTudo traz um breve resumo sobre o surgimento da Microsoft.
Os fundadores da Microsoft, Paul Allen (esquerda) e Bill Gates, em 19 de outubro de 1981, com diversos computadores diferentes executando o MS-DOS (Foto: Reprodução / Microsoft) (Foto: Os fundadores da Microsoft, Paul Allen (esquerda) e Bill Gates, em 19 de outubro de 1981, com diversos computadores diferentes executando o MS-DOS (Foto: Reprodução / Microsoft))Bill Gates e Paul Allen (Foto: Reprodução / Microsoft)
Na década de 1970, todos os escritórios tinham máquinas de escrever. Se quisessem copiar um documento, as pessoas dependiam do mimeógrafo e do papel carbono. Enquanto alguns de nós nunca ouvirmos falar nesses equipamentos do mundo moderno, eles eram a base dos escritórios da década de 1970. Naquela época, poucas pessoas haviam ouvido sobre os microcomputadores, mas dois jovens acreditaram que essas máquinas eram o futuro. Em 1975, Bill Gates e Paul Allen, fundaram a Microsoft com o objetivo visionário de instalar um computador em cada mesa de trabalho e em cada casa. Embora poucas pessoas naquela época acreditassem nessa visão, hoje, sabemos que eles estavam certos.
A história começa com a edição de janeiro de 1975 da revista Popular Electronics, que apresentava o microcomputador Altair 8800, da empresa Micro Instrumentation and Telemetry Systems (MITS). Paul percebeu que eles poderiam construir um interpretador BASIC para o dispositivo. Assim, qualquer programador BASIC da época poderia programar o Altair. Gates então ligou para a MITS e se comprometeu com uma demonstração do interpretador, que eles não tinham. Allen construiu um simulador do Altair enquanto Gates desenvolveu o interpretador prometido.
Na demonstração, em Albuquerque, Novo México, em março de 1975, o interpretador funcionou perfeitamente, embora tenham testado apenas no simulador criado. O interpretador foi distribuído como Altair BASIC. Assim, em 4 de abril de 1975, a Microsoft foi fundada oficialmente com Bill Gates no cargo de diretor executivo. Em agosto de 1977, em um acordo com a revista ASCII, do Japão, a companhia estabeleceu seu primeiro escritório internacional. Em janeiro de 1979, a sede da empresa foi transferida para a cidade de Bellevue, perto de Seattle, no estado de Washington. Em junho de 1980, Bill e Paul contrataram Steve Balmer, colega de Bill Gates em Harvard, para ajudar na companhia.
O início dos sistemas operacionais
A Microsoft entrou no ramo de sistemas operacionais em 1980 com sua própria versão do Unix, chamada Xenix. Depois que as negociações da IBM com a Digital Research falharam, a empresa contratou a Microsoft em novembro de 1980 para o desenvolvimento de uma versão do CP/M OS, que seria usado no computador pessoal que a IBM desenvolvia, conhecido como "Chess".
Com uma grande jogada de mercado da Microsoft no acordo com a IBM, os direitos de comercialização do MS-DOS se mantiveram com a Microsoft. Os diretores da IBM não vislumbravam lucro e sucesso para o software. O lançamento do computador da IBM ocorreu em agosto de 1981. Rapidamente o IBM-PC teve larga adoção devido ao seu baixo custo. Além disso, por ser baseado em peças comuns encontradas no mercado, surgiram diversos clones do computador da IBM, cada um mais barato do que o outro. Operando todos esses computadores estava o MS-DOS, da Microsoft, que se tornava a fabricante líder do mercado de sistemas operacionais.O planejamento da IBM era construir o seu computador pessoal em apenas um ano, usando peças padrão de mercado, que eram produzidas por diferentes fabricantes em vários países. Nesse projeto, a Microsoft focou em um novo sistema operacional chamado MS-DOS (MicroSoft Disk Operating System), que solidificaria o domínio da Microsoft no mercado de sistemas operacionais. A origem do MS-DOS é o QDOS (Quick and Dirty Operating System), comprado da Seattle Computer Systems em Dezembro de 1980.
O novo sistema operacional introduzia uma nova linguagem para o público geral. Digitar “C:” e diversos outros comandos se tornou parte do trabalho diário. Portanto, embora um sucesso, o MS-DOS mostrou-se difícil de entender para muitas pessoas. Tinha-se que desenvolver uma nova forma de utilizar o sistema operacional. E essa nova forma foi apresentada inicialmente pelo Apple Lisa, em 1983, e chama-se interface gráfica do usuário.
Imagem do Windows 1.0 ao fundo com caixa para comercialização na frente (Foto: Reprodução / Blogoscoped.com) (Foto: Imagem do Windows 1.0 ao fundo com caixa para comercialização na frente (Foto: Reprodução / Blogoscoped.com))Windows 1.0 (Foto: Reprodução/Blogoscoped.com)
O nascimento do Windows
Quando Bill Gates viu a interface gráfica em uma demonstração do Apple Lisa, antes de seu lançamento, na casa de Steve Jobs, Bill Gates sabia que precisava daquilo em seu sistema operacional. Em 1984, enquanto desenvolvia um novo sistema operacional junto com a IBM, o OS/2, a Microsoft lançou o Windows, como uma extensão gráfica para o MS-DOS. Bill Gates foi acusado de copiar a interface da Apple e, até hoje, diz-se que a Microsoft copia a Apple. Não vamos discutir o mérito neste artigo.
Em novembro de 1986,  a Microsoft mudou novamente sua sede, agora para Redmond, ao norte de Seattle, no estado de Washington. No dia 13 de março daquele mesmo ano, a empresa teve sua oferta pública de ações. O crescimento das ações fez quatro bilionários e 12 mil milionários entre os empregados da Microsoft.
Guerra dos navegadores
O começo dessa gigante da informática envolveu também disputas judiciais. Devido a parceria com a IBM, em 1990, a comissão de comércio americana começou a observar as práticas de comércio da empresa, em busca de possíveis ações conjuntas para formar cartéis. Esse fato marcou o começo de mais de uma década de rachas judiciais entre o governo americano e a Microsoft. Dentre eles, o principal ocorreu na segunda metade da década de 1995, em um episódio conhecido como a Guerra dos Navegadores. Na ocasião a Microsoft distribuiu gratuitamente o seu navegador Internet Explorer para vencer a disputa comercial com a Netscape, líder do mercado na época.
Internet Explorer 10 no Windows 8 (Foto: Reprodução/TechTudo)Internet Explorer 10 no Windows 8 (Foto: Reprodução/TechTudo)
Saiba mais sobre a história da Microsoft
Ótimos documentários apresentam a história da computação pessoal, retratando os primeiros passos da Microsoft, da Apple e de outras empresas fundamentais para que hoje tenhamos nossos computadores. O Piratas do Vale do Silício, do diretor Martyn Burke apresenta, em tom de ficção a história de surgimento da Apple e da Microsoft. Um outro filme, mais documental, chamado O Triunfo dos Nerds, disponível no Youtube, em inglês, relata, com mais detalhes, os acontecimentos que transformaram nerds renegados em milionários invejados.  
A história da Microsoft, por sua vez, nos ensina mais do que bits e bytes da informática. Bill Gates é um homem de negócios, que transformou uma empresa de um quarto da faculdade na maior empresa de sistemas de computação do mundo, que líder de mercado em sistemas operacionais e outras áreas da informática.
Fonte: TechTudo

15 ícones do computador que não fazem mais sentido

Scott Hanselman, que se descreve em seu site como “diabético e funcionário da Microsoft”, publicou  uma lista de 15 ícones que, de acordo com ele, não fazem mais sentido. A maior parte dos desenhos usa como inspiração objetos ou tecnologias de décadas atrás, que hoje já são considerados extintos.

1. Salvar em um... disquete?

Que tal substituir o ícone do disquete pelo de uma nuvem? (Fonte da imagem: Scott Hanselman)

O primeiro exemplo, obviamente, é o ícone de “Salvar”, representado sempre por um disquete. Hanselman ironiza a situação, comentando que esse ícone é simbólico demais para uma geração que nunca sequer viu um disquete de verdade. “Por que não usam a imagem de um pendrive? Ou de uma nuvem?”, pergunta o consultor.

“Parecidos com os botões do rádio do carro...”

A inspiração dos populares "radio buttons" (Fonte da imagem: Scott Hanselman)

Houve uma época em que os rádios possuíam botões mutuamente exclusivos, ou seja, apenas um deles poderia se manter pressionado. Eles serviram como inspiração para um componente muito comum nas interfaces de software: os radio buttons, que assim como os originais, só permitem uma escolha de cada vez.

Colar com a prancheta

Pranchetas não parece um ícone muito intuitivo pra "Colar" (Fonte da imagem: Very Icon)

Alguém sabe explicar por que o ícone da função “Colar” é uma prancheta? Se pensarmos em consultórios médicos ou guardas de trânsito, essa imagem poderia muito bem representar “Copiar” ou “Preencher formulários”.

Marcador de livros

Será que os marcadores ainda são populares para servirem como ícones? (Fonte da imagem: Wikipedia)

Como bem disse Hanselman, usávamos filetes de árvores mortas para marcar o ponto em que  paramos na leitura de um texto impresso também em árvores mortas. Mas não faz mais sentido usar esse ícone como função para os favoritos de um navegador web. Talvez seja por isso que alguns browsers agora estão usando o ícone de um pequeno coração para simbolizar os bookmarks (ou Favoritos). Essa é uma boa notícia, principalmente agora, que a era dos livros digitais chegou para ficar.

Agendas e calendários

(Fonte da imagem: Scott Hanselman)

Convenhamos, agendas e calendários de papel são objetos do passado. Hoje, qualquer smartphone pode substituir com perfeição esses materiais. E houve um tempo em que as agendas eletrônicas também eram muito populares.

Mensagens de voz

O ícone da fita não parece o de uma caixa para filmes de 110 mm? (Fonte da imagem: Scott Hanselman)

Já faz décadas que deixamos de usar fitas magnéticas para gravar áudio e, portanto, o ícone das mensagens de voz poderia ser outro.

Pastas e mais pastas

Em vez de pastas, poderíamos usar apenas quadrados (Fonte da imagem: Scott Hanselman)

Por que a indústria insiste no ícone de pastas? Será que não podemos, simplesmente, usar a abstração de um quadrado ou qualquer coisa menos ultrapassada para guardar nossos documentos?

Telefone do túnel do tempo

(Fonte da imagem: Scott Hanselman)

Os smartphones mais modernos do mundo usam ícones que representam telefones de 20 anos atrás.

A lupa e o binóculo

Não seria melhor a lupa como ícone para procurar em documentos? (Fonte da imagem: Scott Hanselman)

Usamos binóculos para ver algo que está longe. Já a lupa é usada para procurar o que está por perto. No computador, isso funciona inversamente: o binóculo realiza pesquisas dentro de um documento enquanto a lupa varre o HD em busca de um arquivo que não ser pode ser facilmente visualizados.

Enviar cartas

O fim dos envelopes está próximo (Fonte da imagem: Scott Hanselman)

Assim como os disquetes, os envelopes podem sumir em breve, já que todo mundo tem abandonado o correio tradicional em prol dos emails. Portanto, chegará o dia em que as crianças lhe perguntarão: ei, o que significa esse retângulo?

Engrenagens e ferramentas

(Fonte da imagem: Reprodução/iOS)

É fácil perceber por que as ferramentas e engrenagens são usadas como ícone para configurações e ajustes de um sistema. Porém, também é fácil notar que pessoas abaixo de 20 anos recorrem cada vez menos a esse tipo de objetos.

Microfones

(Fonte da imagem: Reprodução/iOS)

Vamos combinar: até mesmo os microfones do Sílvio Santos são mais modernos do que os apresentados nos ícones de smartphones.

Fotografias instantâneas

(Fonte da imagem: Reprodução)

As câmeras Polaroid deixaram de ser fabricadas há muito tempo. Recentemente, a marca até tentou um relançamento com a ajuda de Lady Gaga, mas pelo visto não deu muito certo. Mesmo assim, a indústria continua se inspirando no passado para representar ícones de fotografias.

Televisões com orelhas

Antenas como essas costumavam ostentar pedaços de Bombril (Fonte da imagem: Scott Hanselman)

Há quanto tempo você não ouve alguém dizendo para colocar Bombril na antena da TV, como “artifício técnico” para melhorar a imagem? Pois é, a lã de aço parou de habitar as salas das residências brasileiras por uma simples razão: aquelas anteninhas não são mais usadas. Quer dizer, elas ainda aparecem nos ícones de hoje.

Cópia de carbono

Algumas pessoas tremem de medo quando se lembram das folhas de carbono (Fonte da imagem: Scott Hanselman)

Essa é velha. Se você já datilografou duas cópias de um texto ao mesmo tempo, com a ajuda de folhas de carbono, é porque você também recebia as provas na escola com cheiro de álcool do mimeógrafo. Em todo caso, os adolescentes de hoje nunca precisaram sujar os dedos com carbono. Portanto, não faz mais sentido o “CC” (Carbon Copy) dos emails.

Fonte: Scott Hanselman’s Computer Zen

quinta-feira, 17 de maio de 2012

A evolução do Windows

windows-8-developer-preview (Foto: baixatudo)

Windows (Foto: Divulgação)

O Windows é o sistema operacional para computadores pessoais mais usado no mundo. Com certeza, se você não o está usando agora, já o usou em algum momento. Embora nos últimos anos, o Windows venha perdendo espaço para o Linux e para o Mac OS X, esse sistema operacional ainda possui grande fatia do mercado de computadores no mundo.

Nesse artigo, o TechTudo traz a história desse sistema para que você conheça as suas versões, inovações e até mesmo os principais problemas. Vamos, juntos, fazer uma viagem pelos 37 anos da Microsoft e de seu sistema operacional.

O lançamento do Windows 1.0 (1982-1985)

Inicialmente chamado Interface Manager, o Windows recebeu esse nome por causa das caixas ou janelas de computação que eram fundamentais para o novo sistema. Anunciado em 1983, o desenvolvimento do Windows 1.0 demorou mais do que o esperado, tal como os adiamentos do lançamento das versões atuais.

Imagem do Windows 1.0 ao fundo com caixa para comercialização na frente (Foto: Reprodução / Blogoscoped.com)Windows 1.0 (Foto: Reprodução / Blogoscoped.com)

Em 20 de novembro de 1985, a Microsoft lançou o Windows 1.0 trazendo a interface gráfica e o mouse como as grandes inovações. Na nova versão, os usuários não precisavam digitar os comandos do MS-DOS. Bastava mover o ponteiro do mouse e clicar nas janelas. O Windows 1.0 introduziu elementos gráficos, como a barra de menus, as barras de rolagem, ícones e caixas de mensagens, que, juntos, tornavam os programas mais fáceis de usar e aprender. Além disso, adicionou-se a possibilidade de trocar entre diversos programas abertos sem precisar fechá-los ou reiniciá-los.

A versão Windows 1.0 trouxe versões primitivas de programas conhecidos por todos nós, como o Paint, o Bloco de Notas e a Calculadora. Oferecia também um editor de texto, chamado Windows Writer, um calendário, uma agenda de contatos, um relógio e um jogo chamado Reversi. Com relação aos requisitos de hardware, o Windows 1.0 exigia no mínimo 256 kilobytes de memória, dois drives de disquete de lado duplo e uma placa gráfica. Caso o usuário desejasse usar múltiplos programas ou o MS-DOS 3.0, que vinha junto com o Windows, era necessário um disco rígido e 512 KB de memória. A maioria dos computadores da época não era compatível

O Windows 2.0 e 2.11 (1987 – 1990)

Em 9 de dezembro de 1987, a Microsoft lançou a segunda versão do Windows com ícones na área de trabalho e memória expandida. O Windows 2.0 melhorou o suporte à placa gráfica, possibilitando a sobreposição de janelas, o controle da disposição das mesmas e o uso de atalhos de teclado. Para melhorar o gerenciamento do sistema, foi adicionado o Painel de Controle ao Windows. Nessa versão, abriu seu sistema para que outras empresas desenvolvessem programas para ele.

Windows 2.0 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows 2.0 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)

Na época do lançamento, o processador usado era o Intel 286. No entanto, com o lançamento do Intel 386, o Windows 2.0 se beneficiou da memória expandida, oferecendo melhor desempenho. Em 1988, a Microsoft se tornou a maior companhia de software para PCs do mundo e os computadores começavam a ser tornar parte do dia a dia dos escritórios americanos.

Windows 3.0 e Windows NT (1990 – 1994)

A Microsoft anunciou o Windows 3.0 em 22 de maio de 1990 e o Windows 3.1, logo depois, em 1992. Juntas, as duas versões venderam 10 milhões de cópias nos seus dois primeiros anos. A inclusão do recurso de Memória Virtual possibilitou o uso de gráficos de 16 cores, pois permitiu usar mais memória do que existe no computador. O desempenho do Windows melhorou significativamente com o total suporte aos processadores Intel 386. Os gerenciadores de programas (Program Manager), arquivos (File Manager) e impressoras (Print Manager) foram lançados com o Windows 3.0. Na versão 3.1, o gerenciador de arquivos ganhou a funcionalidade de clicar e arrastar os arquivos.

Windows 3.0 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows 3.0 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)

A instalação do Windows era feita com disquetes comprados em grandes caixas com pesados manuais de instruções. Com o lançamento de uma suíte de desenvolvimento de software (SDK), a popularidade do Windows 3.0 cresceu. O SDK ajuda aos desenvolvedores a focar no desenvolvimento de seus programas e não na interface com o sistema.

Novos jogos foram adicionados, incluindo Paciência, Copas e Campo Minado, que estão presentes no sistema até as versões mais recentes. Por outro lado, em sua versão para mercado corporativo, o Windows 3.11, foram adicionadas funcionalidades como grupos par-a-par e suporte a domínio de rede, permitindo aos computadores pessoais participassem da computação em rede.

O lançamento do Windows NT ocorreu em 27 de julho de 1993 e foi um importante marco para a Microsoft. Era a conclusão de um projeto iniciado no fim dos anos 1980 para construir um novo e avançado sistema operacional a partir do zero. “O Windows NT representa nada menos do que uma mudança fundamental na forma como as companhias resolvem os requisitos computacionais de seus negócios”, disse Bill Gates na época do lançamento. O Windows NT 3.1 foi o primeiro sistema operacional de 32 bits da Microsoft, o que permitiu a adoção de programas avançados de engenharia e cálculo científico.

Windows 95 e a Internet (1995 – 1997)

O lançamento do Windows 95 em 24 de agosto de 1995 gerou um recorde de vendas de 7 milhões de cópias em apenas cinco semanas. Foi o lançamento mais publicado e anunciado da Microsoft até então. Comerciais de televisão com a banda Rolling Stones cantando “Start Me Up” sobre imagens do novo botão Iniciar.

Bill Gates anuncia o lançamento do Windows 95 (Foto: Reprodução / BetaNews.com)Bill Gates anuncia o lançamento do Windows 95 (Foto: Reprodução / BetaNews.com)

Essa era a era dos fax/modens, do e-mail, das notícias online, dos jogos multimídia e dos programas educacionais. O Windows 95 trazia suporte integrado à Internet, com discagem de rede e o navegador Internet Explorer. Com a nova tecnologia Plug and Play, ficou fácil a instação de novas placas no computador. O sistema operacional com 32 bits oferecia melhorada qualidade multimídia e funcionalidades poderosas para computação móvel e rede integradas.

No lançamento do Windows 95, as versões anteriores do Windows e do MS-DOS executavam em aproximadamente 80% dos computadores pessoais do mundo. O Windows 95 era a atualização natural para esses usuários, que precisavam de um computador com processador Intel 386DX (o Intel 486 era recomendado) e ao menos 4 MB de memória RAM. As versões para atualização foram disponilizadas em disquetes e CD-ROM. O sistema foi traduzido para 12 idiomas. As novas funcionalidades incluíam o botão Iniciar, a barra de tarefas e os botões de minimizar, maximizar e fechar em cada janela. Funcionalidades que estão presentes até hoje no Windows.

 Windows 95 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows 95 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)

No começo dos anos 1990, o assunto era a Internet, a rede das redes, que tinha o poder de conectar todos os computadores do mundo. Em 1995, Bill Gates preparou um memorando intitulado “The Internet Tital Wave” (A Onda de Maré da Internet, em tradução livre), no qual declara que a Internet é o desenvolvimento mais importante desde o advento dos PCs. Com o lançamento do Internet Explorer, deu-se inicio à Guerra dos Navegadores, na qual o Internet Explorer brigou com o Netscape pelo domínio do mercado de navegadores da Web e terminou com o fim do browser adversário, lado mais fraco desta disputa. Um documentário da Discovery Channel apresenta detalhadamente esse episódio na história da Internet.

Windows 98, Windows Me e Windows 2000 (1998 – 2000)

Windows 98 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows 98 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)

Lançado em 25 de junho de 1998, o Windows 98 foi a primeira versão do Windows projetada especificamente para os consumidores finais. Essa foi a última versão do sistema operacional baseada no MS-DOS. Com o Windows 98, pode-se buscar as informações facilmente no computador. Outros melhoramentos incluíram a abertura e o fechamento de programas rapidamente, suporte para leitura de DVDs e dispositivos USB. A barra de lançamento rápido de aplicativos, que permitia a inicialização dos programas sem precisar buscá-los no menu Iniciar, foi apresentada nessa versão.

Windows Me (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows Me (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)

O Windows Me, lançado em 14 de setembro de 2000, foi projetado para o uso residencial dos computadores e oferecia diversas melhorias para redes domésticas, músicas e vídeos. No Windows Me, lançou-se a funcionalidade de restauração do sistema, que permite voltar toda a configuração dos programas do PC para uma data ou hora antes que um problema tenha ocorrido. O Windows Movie Maker ofereceu aos usuários ferramentas para editar, salvar e compartilhar vídeos domésticos digitalmente. Além disso, com as tecnologias do Microsoft Windows Media Player 7, os usuários puderam buscar, organizar e tocar seus arquivos de mídias digitais.

Tecnicamente falando, o Windows Me foi o último sistema operacional da Microsoft baseado no código do Windows 95. Todos os sistemas depois do Windows Me foram baseados no núcleo do Windows NT e do Windows 2000.

O Windows 2000, por sua vez, foi mais do que uma atualização do Windows NT. O Windows 2000 Professional, lançado em 17 de fevereiro de 2000, foi projetado para substituir o Windows 95, o 98 e o NT em todos os computadores e laptops de uso profissional. Construído sobre o código do Windows NT Workstation 4.0, os maiores melhoramentos do Windows 2000 foram em confiabilidade, facilidade de uso, compatibilidade com a Internet e suporte para computação móvel.

Windows 2000 (Foto: Reprodução / Yoyogames.com)Windows 2000 (Foto: Reprodução / Yoyogames.com)

Entre outros melhoramentos, o Windows 2000 Professional simplificou a instalação de dispositivos de hardware aumentando a compatibilidade deles com a tecnologia Plug and Play. Os novos dispositivos compatíveis incluíam produtos avançados de rede, dispositivos USB, Firewire e infravermelho.

Windows XP (2001 – 2005)

Em 25 de outubro de 2001, o Windows XP foi lançado com uma interface totalmente reprojetada e centrada num centro de serviços de Ajuda e Suporte unificados. O sistema foi disponibilizado em 25 idiomas. O Windows XP se tornou um dos produtos mais vendidos da Microsoft. O sistema era tanto rápido quanto estável e os elementos de interface, como a navegação no menu Iniciar, a barra de tarefas e o painel de controle, se tornaram mais intuitivos.

Sabendo do aumento dos vírus de computadores e dos criminosos digitais, o medo foi, de certa forma, acalmado pelas frequentes atualizações de segurança carregadas da Internet. Com esses avisos, os usuários começaram a entender as mensagens sobre anexos suspeitos e vírus.

Windows XP (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows XP (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)

O Windows XP Home Edition oferece um visual limpo e simplificado que torna os programas mais usados acessíveis rapidamente. Projetado para uso doméstico, essa versão do Windows XP oferece um assistente de configuração de rede, o Windows Media Player, o Windows Movie e capacidades para tratamento avançado de fotos digitais, permitindo girar, imprimir e copiar as imagens para um CD ou DVD.

A versão profissional do Windows XP trouxe as sólidas fundações do Windows 2000, melhorando a confiabilidade, segurança e desempenho. Com um novo visual, o Windows XP Professional  incluiu funcionalidades para negócios e uso avançado do computador, como suporte a acesso remoto, sistema de arquivos encriptado, restauração do sistema e configurações avançadas de rede. As principais novidades para usuários móveis foi a inclusão do suporte a redes Wi-Fi. Além disso, o sistema trazia o Windows Messenger para mensagens instantâneas e o Remote Assistance, que permitia à equipe de suporte consertar o computador do usuário remotamente.

Além dessas duas versões básicas, o Windows XP foi lançado em outras versões ao longo dos anos. O Windows XP 64-bit Edition (2001) foi primeiro sistema operacional da Microsoft projetado para processadores de 64 bits, o qual permite a gerência de grandes quantidades de memória (até 16 Exabytes). É mais indicado para projetos como efeitos especiais para filmes, animações em 3D e aplicações científicas e de engenharia.

A versão Windows XP Media Center Edition (2002) foi construída para entretenimento doméstico. Através dela, pode-se navegar na Internet, assistir televisão ao vivo e DVDs e desfrutar de coleções de músicas e vídeos em uma interface que pode ser controlada por um controle remoto. Por fim, a versão Windows XP Tablet PC Edition (2002) concretiza o uso de telas sensíveis ao toque. Nos Tablets PCs, utiliza-se uma caneta para reconhecimento de escrita além do mouse e do teclado.

Windows Vista (2006 – 2008)

O Windows Vista foi anunciado em novembro de 2006 e lançado em 31 de janeiro de 2007 com o sistema de segurança mais forte até então lançado pela Microsoft. O User Account Control ajudava a prevenir que os softwares potencialmente maliciosos modificassem o seu computador. Esse era o motivo da famosa tela de confirmação de operações administrativas que foi tão criticada pelos usuários do sistema.

Dentre as diversas versões do sistema, a Ultimate era a mais completa e anunciava o BitLocker Drive Encryption, que oferecia proteção para os dados do usuário, que são salvos encriptados automaticamente no disco. O Windows Vista trouxe melhoramentos no Windows Media Player devido ao aumento do número de usuários que usam seus computadores como centrais de mídia digitais. No Windows Media Player, podia-se assistir televisão, ver e enviar fotografias e editar vídeos.

Windows Vista (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows Vista (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)

A nova interface gráfica, denominada de Aero, promoveu grandes modificações no sistema, fazendo com que a barra de tarefas e as bordas das janelas recebessem um novo visual. A busca de arquivos no computador teve nova ênfase para ajudar as pessoas a encontrar seus arquivos de forma mais rápida. O sistema foi distribuído em 35 idiomas e o botão Iniciar foi completamente redesenhado.

Windows 7 (2009 – 2012)

No fim da década de 2000, o mundo sem fio havia eclodido. Quando o Windows 7 foi lançado em 22 de outubro de 2009, os notebooks vendiam mais do que os computadores de mesa e se tornou comum usar a Internet em pontos de acesso sem fio públicos em lojas e restaurantes. Assim, a configuração das redes sem fio pode ser definida facilmente entre os ambientes usados, como as residências, os escritórios e os locais públicos. Com a definição, o Windows ajustava automaticamente as configurações de compartilhamento de arquivos e impressoras do usuários.

Windows 7 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)Windows 7 (Foto: Reprodução / BBC.co.uk)

O Windows 7 trouxe novas funcionalidades, como, por exemplo, os modos de trabalhar com as janelas, que podem se agarrar às outras para melhor se organizarem na tela (Snap), podem ser vista rapidamente com o passar do mouse (Peek) e também podem se tornar as únicas da tela com um movimento rápido (Shake). As funcionalidades para telas sensíveis ao toque foram aumentadas com o Windows Touch, que permite usar os dedos para navegar na Web, ver fotos e abrir arquivos e pastas. Através do novo Windows Media Player, pode-se enviar fluxos de vídeo, músicas e fotos do PC para uma televisão ou um rádio compatível. Os melhoramentos na barra de tarefas incluem miniaturas das janelas ao vivo.

No outono de 2010, o Windows 7 vendia sete cópias por segundo, a maior taxa de venda de sistemas operacionais da história. Muito do sucesso se deu pelas enormes críticas recebidas pelo Windows Vista, que foi tido como um sistema lento e extremamente incomodo de se usar. Devido a essas críticas, o Windows 7 foi avaliado por oito milhões de usuários ao redor do mundo antes de ser lançado.

Evolução da logomarca do Windows (Foto: Reprodução / Pedro Pisa) (Foto: Evolução da logomarca do Windows (Foto: Reprodução / Pedro Pisa))Evolução da logomarca do Windows (Foto: Reprodução / Pedro Pisa)

Windows 8 e o Futuro (2012 – …)

Atualmente, chegando ao meio de 2012, podemos vislumbrar um mundo com elementos diferentes dos existente em 2009, quando o Windows 7 foi lançado. Muitos notebooks não possuem leitor de DVDs e alguns possuem discos de estado sólido ao invés de discos convencionais. Muito do que se vê, ouve e produz é armazenado em Nuvens de armazenamento e compartilhamento. Nesse novo contexto, a Microsoft anunciou o Windows 8, com lançamento previsto para até o começo de 2013, com a nova interface Metro e com funcionalidades focadas na integração do uso de dispositivos móveis, como smartphones e tablets, e os computadores e notebooks.

Interface Metro do Windows 8 (Foto: Reprodução/TechTudo)Interface Metro do Windows 8 (Foto: Reprodução/TechTudo)

O Windows Live, conjunto de programas e serviços para fotos, filmes, mensagens instantâneas, e-mail e redes sociais da Microsoft, se torna totalmente integrado ao Windows de forma que o usuário pode estar conectado aos seus dados e amigos do PC, telefone celular ou mesmo através de um navegador Web, promovendo uma extensão do Windows para a Nuvem. Em 13 de setembro de 2011, a Microsoft anunciou o primeiro beta público do Windows 8.

Sei que muitos episódios ficaram de fora desse resumo de 37 anos de versões, mas não são menos importantes dos que foram marcados nesse relato. Como este é o sistema mais usado em computadores pessoais por muitos anos, a história desse sistema pode, em muitos momentos, se confundir com a sua própria história. Quantos dias já não passamos formatando nosso computador ou reconfigurando tudo depois de um erro? Quantas vezes esperamos pelas novas versões para utilizar as novas funcionalidades, programas ou mesmo interfaces? Mesmo que não queiramos, o Windows faz parte das nossas vidas. E você, leitor? Conte-nos em qual versão começou a usar o Windows e quais foram as situações marcantes que você teve com o sistema operacional.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Os principais momentos da sétima geração [vídeo]


A sétima geração de consoles está chegando ao fim. Apesar de Sony e Microsoft afirmarem que ainda não é hora de revelar seus novos video games, todos sabemos que a próxima leva de aparelhos é apenas uma questão de tempo, com anúncios que não devem demorar muito mais do que um ano para acontecer.
Mesmo que a atual era ainda não tenha acabado, já dá para elencar alguns dos principais momentos dessa geração, que foi marcada por grandes títulos, problemas homéricos e a ascensão do mercado digital e do público casual.

Hardcores, abram espaço, por favor!

(Fonte da imagem: Divulgação/Nintendo)
Tudo começou em 2006, ano em que o Nintendo Wii chegou às lojas de todo o mundo para balançar o paradigma com o qual todos enxergavam a experiência de jogar. A partir de agora, isso não se resumia mais a uma pessoa sentada em um sofá utilizando apenas os dedos. Todo o corpo passou a fazer parte da diversão e os desenvolvedores encontraram novas e inovadoras maneiras de desenvolver títulos.
A mudança chocante deu resultado e o Wii ainda mantém o título de console mais vendido desta geração, acumulando mais de 95 milhões de unidades comercializadas em todo o mundo. Enquanto isso, Sony e Microsoft continuavam a apostar todas as fichas nos jogadores hardcore, desdenhando da máquina de dinheiro da Nintendo.
(Fonte da imagem: Divulgação/Sony)
Essa situação mudaria quatro anos depois, quando as duas empresas colocariam o PlayStation Move e o Kinect no mercado quase que simultaneamente. Os sensores de movimento são voltados justamente para quem gosta de se mexer na frente da televisão e deram origem a uma grande quantidade de jogos casuais e esportivos, além de terem transformado a jogabilidade de títulos mais sérios.

Catástrofes que impediram você de jogar: 3RL, YLOD e a queda da PSN

Quem olha os bem-sucedidos consoles de hoje, com seus jogos milionários e vendas cada vez maiores, pode não pensar nos tipos de problemas que os jogadores tiveram de enfrentar no passado. Muitas vezes, aquele brilhante console novinho que você comprou com tanto suor poderia simplesmente parar de funcionar. E a culpa era da própria fabricante.
Problemas estruturais eram os responsáveis pelas temidas 3 Red Lights, as três luzes vermelhas que significavam problemas sérios no Xbox 360. Os donos de PlayStation 3 também não estavam a salvo, já que estavam sujeitos a, um dia, se depararem com a Yellow Light Of Death, a luzinha amarela que poderia significar o falecimento do aparelho.
Sony e Microsoft realizaram diversas mudanças físicas nos consoles para tentar fazer com que os problemas desaparecerem. Eles só foram embora de verdade quando a empresa lançou versões totalmente modificadas dos aparelhos. As novas versões do PlayStation 3 e Xbox 360 foram apelidadas de “slim” – uma referência ao PS2 mais fino da geração anterior – e substituíram seus irmãos mais velhos nas prateleiras de todo o mundo.
A principal falha dessa geração, porém, ocorreu online. No final de abril de 2011, a PlayStation Network foi invadida por hackers, que tiveram acesso aos dados financeiros e pessoais de uma boa parte dos clientes da rede. O resultado foi mais de um mês de serviços fora do ar, atrapalhando o calendário de lançamentos da Sony e impossibilitando usuários de todo o mundo de jogarem com seus amigos. Para piorar as coisas, Mortal Kombat e Portal 2, dois dos títulos mais importantes dessa geração, chegaram às lojas dias antes do início dos problemas.
A Sony demorou a revelar as causas para a queda da PSN e regulava as informações que divulgava oficialmente, o que acabou resultando em uma série de processos e um benéfico aumento na preocupação dos usuários com a segurança de seus dados online. Vinte e cinco  dias depois de sair do ar, a rede finalmente voltou a funcionar e os gamers afetados receberam jogos gratuitos como um pedido de desculpas da empresa.

O início do fim da era física?

(Fonte da imagem: Divulgação/Valve)
No futuro, a sétima geração também deve ser lembrada como o início do movimento que tirou os games dos discos, caixinhas e prateleiras para levá-los para dentro dos HDs dos consoles e PCs. A onda dos games digitais, capitaneada pelo Steam, resultou em preços mais baixos e um aumento na comodidade dos jogadores, que agora nem precisavam mais sair de casa para adquirir seus jogos favoritos.
O surgimento de plataformas online estáveis e disponíveis para todos também deu origem a dois fenômenos. O primeiro é o lançamento de atualizações, permitindo que os desenvolvedores corrijam eventuais falhas nos games ou os aprimorem ainda mais, mesmo depois de sua chegada às lojas. Há também os DLCs, que permitem a expansão da experiência dos títulos com novas armas, roupas, capítulos, personagens e mapas.
Os custos praticamente inexistentes com distribuição e a fácil disponibilização de jogos também permitiram que, literalmente, qualquer um pudesse transformar uma boa ideia em game. Com a chegada das redes online, vimos um crescimento nunca antes registrado na produção de títulos independentes, que nascem sem vínculos com grandes distribuidoras e são obras de empresas pequenas, muitas vezes com menos de dez funcionários.
(Fonte da imagem: Reprodução/Pipoca e Nanquim)
Foi desse nicho que nasceram pequenas pérolas como Limbo, Journey, Trine e o grande campeão desse quesito, Minecraft. A criação de Markus Persson, o Notch, dá liberdade total ao jogador, que pode explorar um mundo aberto e construir obras impressionantes. O resultado foram mais 4 milhões de unidades digitais vendidas enquanto o título ainda estava em estágio Beta e o anúncio de versões para celulares e consoles de mesa.
Como nem tudo pode ser perfeito, a ascensão das redes digitais também possibilitou que as distribuidoras iniciassem um combate velado contra o mercado de jogos usados, que cresce cada vez mais nos EUA e Europa. Por meio de sistemas como os passes online, jogos de segunda mão perderam parte do seu valor, enquanto DRMs invasivos tentavam impedir o avanço da pirataria.

Todo mundo junto. Quem diria, hein?

No passado, ninguém imaginaria que um dia veríamos Sonic e Mario unidos em um game. Da mesma forma, era impossível cogitar a possibilidade de jogar online com amigos que possuíam plataformas diferentes. Esse sonho se tornou realidade em 2011, quando Portal 2 uniu o PlayStation 3 e o PC para o inédito modo cooperativo do título.
Algo semelhante foi iniciado nos Estados Unidos, em menor escala. O OnLive chegou com a promessa de acabar com a necessidade de PCs poderosos e diversos consoles na estante. Pelo sistema, basta uma conexão rápida com a internet para aproveitar os principais games do momento por meio de servidores online, que rodam o jogo para você. A novidade, apesar de ainda não ter emplacado, tem potencial para ser uma nova revolução.

A decolagem dos portáteis...Ou não.

A sétima geração também abriu espaço para os portáteis. Apesar de apresentarem experiências bem diferentes daquelas encontradas em consoles de mesa, bons jogos levaram o Nintendo DS e o PSP para frente. De cabeça, é possível citar dois grandes clássicos dessas plataformas:Patapon e Pokémon Black/White.
Também vimos a chegada de dois novos consoles, ambos uma revolução em seu próprio campo. Com o Nintendo 3DS, a casa de Mario abriu a porta para os efeitos estereoscópicos sem óculos, enquanto o PlayStation Vita trouxe as funções conectadas de um celular para o mundo dos video games. A pequena oferta de títulos, porém, fez com que ambos patinassem em seus lançamentos, transformando as revoluções em dúvidas.
(Fonte da imagem: Divulgação/Nintendo)
A “Big N” resolveu o problema com uma queda significativa no preço do aparelho, que transformou o 3DS em um sucesso. Por outro lado, a Sony ainda não tomou nenhuma atitude para fazer com que o Vita decole de vez.

Haja tempo para jogar tudo isso. Grandes franquias ou grandes eventos?

Para muitos, o ano passado foi o ápice da sétima geração de plataformas. Sem dúvida um marco para a indústria de games, já que são poucas as vezes em que tantos grandes títulos chegaram ao mesmo tempo às prateleiras. E o melhor de tudo, são games com alta qualidade, que ainda hoje enlouquecem os gamers de todo o mundo.
Caso você tenha memória fraca, aí vai uma pequena lista: Batman: Arkham City, The Elder Scrolls V: Skyrim, Gears of War 3, Uncharted 3: Drake’s Deception e The Legend of Zelda: Skyward Sword. Todos chegaram ao mercado com um pequeno intervalo entre um e outro e maltrataram os bolsos e vidas sociais de muita gente.
Os últimos meses de 2011 também serviram como palco para uma batalha feroz no campo dos jogos de tiro em primeira pessoa. De um lado, Call of Duty: Modern Warfare 3, sua Terceira Guerra Mundial e o modo multiplayer mais frenético dos últimos tempos. De outro, Battlefield 3, com gráficos de encher os olhos e jogabilidade extremamente realista. Uma batalha que não teve campeão declarado.
Já que estamos falando de grandes lançamentos, não dá para esquecer também os jogos e franquias que vieram antes e, da mesma forma que os últimos games que chegaram ao mercado, fizeram a cabeça de muita gente. São inovações na jogabilidade, novas propostas narrativas, gráficos impressionantes, personagens carismáticos e muito mais coisa que não caberia nesse artigo. Esses são só alguns nomes de peso que chegaram ao mercado na sétima geração:
  • Halo
  • Monster Hunter
  • Street Fighter IV
  • Mass Effect
  • Dead Space
  • Resident Evil 5
  • God of War 3
  • Assassins Creed
E muito mais ainda está por vir. Nos próximos meses, veremos a chegada de títulos que prometem fechar a sétima geração com chave de ouro. Diablo III, Resident Evil 6, Crysis 3 e Call of Duty: Black Ops 2. São tantos nomes que fica até difícil lembrar. Por isso, perguntamos a vocês: quais foram e serão os jogos mais marcantes da atual era?
Via BJ

Microsoft completa migração do Hotmail para o Outlook.com

Em julho de 2012, a Microsoft lançava o Outlook.com, novo serviço de email gratuito com interface Metro e integração com redes sociais. Ho...