terça-feira, 18 de janeiro de 2011

A Apple é a nova Microsoft?

Você considera a Apple a empresa mais valiosa do mundo?
Fonte da imagem: Apple.
Nos últimos dois anos, a Apple teve uma ascendência surpreendente. A Maçã mordida abocanhou um bom pedaço do mercado de tecnologia e assumiu o posto de empresa mais valiosa do mundo, desbancando sua maior concorrente: a Microsoft.
A organização fundada por Steve Jobs já domina o mercado de players multimídia portáteis com o iPod, as vendas do iPhone avançam em ritmo acelerado, o lançamento do seu tablet (o iPad) teve sucesso fenomenal e os computadores da marca batem recordes de aquisições.
Como a empresa conseguiu atingir níveis tão altos de excelência em seus produtos? Por que a concorrência não alcança os padrões de qualidade da Apple? O que a marca tem de especial para custar tão caro? A estratégia adotada pela empresa para deixar os concorrentes a ver navios é considerada injusta, pois tenta estabelecer um monopólio de fabricação, freia a livre concorrência e promove atos contra a liberdade de expressão.
Esse tipo de método para dominar segmentos de mercado foi muito praticado pela Microsoft, inclusive ocasionando uma série de processos judiciais embasados na Lei Antitruste. Estaria a Apple traçando os mesmo caminhos que a sua inimiga mortal? Quais fatores fizeram a Apple ser taxada como a nova Microsoft? Prepare-se para embarcar com o VBT em mais um tema polêmico entre as maiores empresas de tecnologia do planeta!

A história entre uma maça e uma janela

Você pode imaginar que a Apple e a Microsoft, tirando as brigas pelo mercado, não tenham nada a ver. Devemos informá-lo que este pensamento, muito comum por sinal, está errado. As duas empresas que perpetuam batalhas tecnológicas intermináveis já foram bem próximas.
Nerds de sucesso!
Tudo começou na década de 70. Steve Jobs e Steve Wozniak criaram a Apple Computers Inc. em um dormitório da faculdade em 1976. Os dois jovens criaram um projeto rústico de computador: o Apple I consistia em uma placa de circuito envolta por uma caixa de madeira, um gadget bem avançado na época.
Um ano antes, outros dois estudantes obstinados fundaram uma pequena empresa chamada Microsoft. As histórias destas organizações se encontram em 1979, quando a IBM buscava um sistema operacional para o seu novo computador. Gates foi contratado para realizar o serviço, porém, sua solução não estava completa.
Utilizando um software comprado por US$ 50 mil – o Q-DOS –, a Microsoft desenvolveu o MS-DOS. Apesar de ser funcional, sua interface gráfica era muito inferior ao SO da empresa de Jobs e Wozniak, o qual, mais tarde, originou a geração de PCs Macintosh. Bill Gates não perdeu a oportunidade e formou uma parceria para aprimorar o novo projeto de computadores da Maçã. É isso mesmo, as empresas já foram parceiras!
Aproveitando os conhecimentos adquiridos e uma boa pitada de ambição, Gates desenvolveu uma versão similar do sistema operacional e começou a comercializá-la no Japão. Como era de se esperar, Jobs não ficou contente e acabou com a aliança das empresas. A partir de então, cada organização traçou seu próprio caminho.
Jobs e Gates riem juntos.
Fonte da imagem: Joi Ito.
Depois do ocorrido, apesar da inovação proporcionada pela linha Macintosh, a Apple passou por maus momentos. O preço dos computadores, cerca de 10 mil dólares nos anos 80, limitou o crescimento da empresa. Em 1985, Jobs e Wozniak foram demitidos e tudo piorou: os modelos lançados pela Maçã foram considerados retrógrados e pouco funcionais.
A organização só começou a sair da crise em 1991 com o lançamento do primeiro PowerBook, computador portátil que voltou a estimular o mercado. Ainda meio bamba das pernas, a Apple resolveu repatriar Jobs no ano de 1996. Este foi o ponto crucial para a empresa sair da lama de uma vez por todas.
No final da década de 90 foi lançado o PowerBook G3, laptop com configuração potente e preço acessível, o qual, aliado ao iMac (projeto inovador que reunia componentes da CPU no monitor), retomou o espaço da empresa no mercado. Em 2001, surgiu o que talvez seja o grande responsável por alavancar o crescimento da Apple: o iPod. Desde então foi uma enxurrada de gadgets lançados pela Maçã. Em 2006 o MacBook ganha as prateleiras, um ano depois é a vez da primeira geração do iPhone e mais recentemente quem brilhou foi o iPad.
Conheça mais da história da Microsoft e a trilha seguida pela Apple com os artigos do Baixaki.

A grande explosão

Como pudemos observar, a última década foram os anos dourados para a Apple. De 2008 para cá, a empresa tem batido recorde atrás de recorde na venda de seus produtos. A Maçã chegou a faturar US$ 15,7 bilhões de dólares em um único trimestre, marca que, segundo a revista eletrônica Epicenter, superou em quase US$ 50 milhões o faturamento da Microsoft.
Em meados de 2010, foram publicadas pesquisas que indicavam a empresa de Jobs como a mais valiosa no ramo de tecnologia, deixando Gates para trás. Clique aqui e confira a cotação financeira das empresas apresentada pelo Google Finances. Estes índices expressivos só foram alcançados devido às estratégias de marketing e vendas muito bem aplicadas por Steve Jobs.
Apesar de o iPod ser o carro-chefe da empresa, tendo mais de 9 milhões de unidades vendidas até o terceiro trimestre de 2010, o iPhone e o iPad são fortes candidatos a assumir o status de queridinho dos macmaníacos. Neste mesmo período, o smartphone da marca já alcançava quase 8,5 milhões de compradores, enquanto o tablet batia os 3,2 milhões de vendas (vale ressaltar que este eletrônico teve seu lançamento bem mais recente).
Sede da empresa em Cupertino.
Fonte da imagem: Coolcaeser.
Por sinal, em se tratando de smartphones, o iPhone tem até hoje o título de gadget mais cobiçado do gênero. O aparelho que estampa a maçã mordida é sonho de consumo para muitos usuários. Nos últimos meses surgiram alguns possíveis combatentes para este eletrônico, como o Samsung Galaxy S e o LG Optimus 2X.
O iPad aparenta seguir a mesma caminhada do smartphone da empresa. Seu lançamento foi um sucesso, levando pessoas a amanhecerem em filas para adquirir um modelo do tablet. Os produtos da Apple sempre tiveram como maior destaque suas plataformas robustas e integradas (ao contrário dos concorrentes fragmentados) e designs sofisticados. O Android e o Windows Phone 7 são dois sistemas operacionais que despontam como perigosas ameaças para a soberania do sistema operacional da Maçã.

O lado positivo dos aparelhos

O que levou a Apple a alcançar números surpreendentes de vendas? Por que seus produtos são considerados superiores? Como a marca obtém a excelência em tecnologia? Não existe uma fórmula pronta e perfeita para chegar ao patamar da Maçã, mas alguns fatores fazem a diferença.
O design dos gadgets desenvolvidos pela empresa prioriza a simplicidade, porém, sem perder a elegância e a sofisticação. A alta qualidade de construção e acabamento dos aparelhos da marca é incontestável. Este nível de detalhes dos eletrônicos comercializados por Steve Jobs corresponde aos anseios e necessidades de muitos usuários. Afinal de contas, quem não deseja ter apenas tecnologias de ponta em suas mãos, não é mesmo?
Dizem que a Apple é um estilo de vida.
Fonte da imagem: Apple.
Os computadores que dispensam aquele amontoado de cabos que se entrelaçam na estante ou os celulares poderosos e com recursos inovadores fazem a cabeça de muita gente mundo afora. Os preços dos produtos da Apple são competitivos, no exterior. Entenda porque a Maçã mordida custa tão caro no Brasil lendo este artigo.

Controle absoluto sobre seus produtos

Nem tudo é o que aparenta. E no mundo dos negócios, vale quase tudo para garantir mais lucro. Até agora, vimos o que torna os eletrônicos da Apple tão desejados. Chegou a hora de entrarmos na área obscura da empresa e descobrir o porquê de especialistas e usuários implicarem com a marca.
Não é segredo que Steve Jobs não quer ninguém se intrometendo em seus produtos. A organização não aceita os pitacos e a participação de desenvolvedores externos em seus gadgets. Para impor suas regras, a empresa utiliza somente sistemas proprietários e fechados. O iOS, por exemplo, só pode ter programas desenvolvidos com as linguagens liberadas pela Apple.
Steve Jobs e o controle total de suas criações.
Fonte da imagem: Wikimedia Commons.
Outro que sofre com a repressão da Maçã é o Flash, ferramenta para criação de animações interativas e execução de vídeos que funciona em navegadores. Nem iPhone, nem iPod e muito menos o iPad possuem compatibilidade com o software da Adobe. A alegação da Apple para ignorar a tecnologia estrutural do YouTube, por exemplo, é que ela tem várias brechas de segurança e ainda não apresentou a estabilidade desejada.
Em um primeiro momento, isso aparenta ser apenas uma posição da companhia para aumentar o domínio sobre seus produtos. Por outro lado, o HTML5 desponta no mercado como uma opção mais qualificada do que o Flash, o que embasaria o repudio da Maçã.

Plataforma fechada

A parte “podre” da Maçã não acaba por aí. A App Store e o iTunes são os dois produtos da empresa que têm sofrido as críticas mais contundentes. Isso acontece porque a empresa impõe uma série de restrições, muitas vezes mal explicadas, para a disponibilização e a transferência de conteúdo.
Se você é um desenvolvedor e deseja oferecer seus aplicativos para o iPhone ou iPod na loja online da marca, primeiramente é preciso realizar um cadastro na Apple, que passará por uma análise rigorosa. Caso sua licença como fornecedor tenha sido aprovada, os seus softwares devem ser estruturados nas linguagens adotadas pela Maçã, devem possuir código exclusivo (sem qualquer tipo de adaptação de ou para outra plataforma) e, mesmo assim, serão testados.
Tela da Mac App Store.
Fonte da imagem: Apple.
Esse cuidado da empresa de Jobs ao disponibilizar programas para seus clientes é aceitável, já que uma das maiores características da organização é sua busca pela excelência. Entretanto, há um grande número de desenvolvedores que têm reclamado dos critérios de avaliação aplicados. As alegações mais contundentes são de que a Apple simplesmente nega licenças a apps, sem qualquer explicação plausível.
O jailbreak deixou de ser considerado um crime, após longas disputas judiciais. Com isso, a empresa deixou de disparar represálias contra quem desbloqueia os aparelhos ou adquire programas não licenciados. Apesar disso, a Maçã não reconhece e não oferece suporte para aparelhos ou softwares que sofreram qualquer tipo de alteração.
O papo fica um pouco mais sério em se tratando do iTunes. Todo o conteúdo disponibilizado pela Apple em sua loja virtual de aplicativos obrigatoriamente deve acontecer pelo seu software. O iTunes é soberano, sem qualquer competidor reconhecido oficialmente. Devido a isso, podemos entender que nesse segmento existe a intenção de se estabelecer um monopólio.
Gerenciador de downloads da Apple não tem competidor declarado.
Digamos que você comprou um álbum de músicas do seu cantor predileto pelo iTunes. Você se prepara para viajar e gostaria de curtir as músicas adquiridas no som do seu carro. Infelizmente, o equipamento do veículo não é compatível com o iPod. Uma saída seria transferir os arquivos para um cartão SD ou um MP3 player mais simples e inseri-lo no gadget automotivo. É nesse momento que você se depara com o problema: o conteúdo do iTunes não pode ser compartilhado com outros dispositivos.
Esse tipo de estratégia é exclusividade da Apple? Obviamente, não. A Microsoft seguiu esse tipo de tática por muito tempo com o Internet Explorer e o Windows. Nas versões mais antigas do sistema operacional produzido por Gates, era quase impossível desinstalar o navegador da marca.
Atualmente, o contexto é bem diferente. Com muita facilidade, o usuário consegue instalar outro browser para navegar pela web. É bom deixar claro que isso foi uma situação imposta pelo mercado, que exigia alternativas para explorar a internet, e não uma escolha amigável da Microsoft.

Nasce um novo ditador

A ditadura é um regime político em que o governo tem controle total da nação, impondo seus desejos sem a participação dos populares. Nesse tipo de governança a liberdade de expressão é um dos direitos outorgados pela democracia mais afetados. O Manda-Chuva da Apple já figurou capas dos jornais e sites por ter movido ações contra veículos de comunicação que divulgaram informações tidas como sigilosas.
Em 2005, a empresa processou sites que disponibilizaram algumas novidades dos seus produtos que ainda não haviam sido anunciadas. Nestes processos judiciais, a Maçã exigia que os autores informassem quais foram as fontes de informação.
Seria Jobs um novo ditador da tecnologia?
Fonte da imagem: Mylerdude.
Um caso mais recente aconteceu com o iPhone 4. Depois de, supostamente, ter sido esquecido na mesa de um bar, o aparelho teve fotos espalhadas pela internet. A princípio, especulou-se que tudo não passava de uma estratégia de marketing. Quem interpretou de outra forma foram os responsáveis pela publicação das imagens, já que tiveram que arcar com um calhamaço de processos disparados pela Apple.
Na contramão, a empresa de Jobs é acusada de algumas práticas ilegais. O rastreio de contas e a manipulação de informações dos usuários seriam motivos de denúncia feitas por outras empresas e ativistas. As revelações de tentativas de instauração de monopólio (como já acompanhamos neste artigo) por parte da Maçã é outro motivo de muita dor de cabeça para Steve Jobs.

Conclusão...

Mesmo com tantas exposições, é difícil afirmar que a Apple é a nova Microsoft e que Steve Jobs trilhará os mesmos passos que Bill Gates. O fato de a Apple ter assumido o posto de empresa de tecnologia mais valiosa do mundo no lugar da Microsoft pode induzir algumas pessoas a pensarem que a Maçã está se tornando uma versão melhorada da criadora do Windows. Se visto apenas pelo ângulo da valia econômica, pode-se considerar que sim.
Algumas peculiaridades, como práticas que buscam estabelecer a soberania de um produto (casos do iTunes e do Internet Explorer) ou o controle de conteúdo (App Store e versões mais antigas do Windows foram exemplos citados), tornam os históricos das empresas ainda mais parecidos.
Entretanto, o estilo de atuação das empresas e os produtos oferecidos são bem diferentes – o que desbancaria a hipótese mencionada. A Apple conta com gadgets mais sofisticados e robustos, que estão obtendo recordes de vendas (puxadas pelo iPhone e iPad) e aumentando seu faturamento. Algumas atitudes e práticas da Maçã mais disputada do mercado não têm agradado seus usuários, um contexto delicado e que no futuro pode causar sérios problemas à Jobs.
Por sua vez, a Microsoft possui softwares mais acessíveis e investe bem menos em hardware. Não temos como negar que a organização fundada por Bill Gates não está em seus melhores dias e alguns produtos da marca têm perdido força no mercado. O IE tem oponentes da pesada; o Chrome e o Firefox têm dado trabalho ao navegador da Microsoft. Em relação ao sistema operacional, o Windows ainda tem o seu reinado. Apesar de ter uma queda considerável com o lançamento do Vista, parece que o Windows 7 veio para dar um novo ânimo à linha do SO.
.....
Ao que tudo indica, a briga entre Apple e Microsoft está bem longe de acabar. O VBT convoca seus usuários a participarem com comentários sobre mais este tema polêmico. A Apple é ou não é a nova Microsoft? Quais serão os caminhos trilhados pelas companhias no futuro? Participe!

Fonte: Baixaki

CES 2011: tendências e gadgets que vão agitar o ano

Modéstia a parte, a cobertura do Baixaki na Consumer Electronics Show 2011 foi espetacular. Nossa equipe trabalhou para noticiar todas as novidades e com isso chegamos a mais de 260 notícias sobre os eletrônicos e demais produtos apresentados durante o evento.
Além disso, contamos com dois correspondentes em Las Vegas para obter acesso exclusivo a uma enormidade de materiais. Claro que toda essa experiência foi produtiva e você pôde conhecer tudo que as maiores fabricantes do mundo estão preparando.
Cobertura do Baixaki na CES - Um tremendo sucesso!
Fonte da imagem: reprodução do site oficial da CES
Todavia, nem tudo que foi apresentado durante o evento e em nossos artigos são novidades que chegarão ao Brasil. Aliás, muitos dos produtos nem sequer têm expectativas para o mercado internacional.
Isso é perfeitamente normal, pois as empresas que desenvolvem as novidades sabem dos riscos ao lançar algo que seja inusitado. Algumas vezes, inclusive, demonstram novas tecnologias apenas para mostrar alguma característica que será adicionada em um eletrônico ainda a ser desenvolvido.
Em meio a tudo isso, fica difícil saber o que realmente vai chegar a terras tupiniquins. Sendo assim, decidimos selecionar gadgets e tendências interessantes para os brasileiros e também os principais produtos que vão mover o restante do mundo — e que futuramente virão para o Brasil.

A vez do 3D com mais qualidade e sem óculos

Enquanto muitos vêm reclamando dos filmes tridimensionais que estão aparecendo nos cinemas, as fabricantes aproveitaram o ano de 2010 para desenvolver e aperfeiçoar tecnologias para as televisões 3D. Grande parte dos novos produtos contará com óculos “passivos”, os quais reduzirão o cansaço na vista e possibilitarão imagens mais nítidas.
Novo televisor 3D da LG
Fonte da imagem: divulgação/LG
Além disso, as próprias televisões devem ganhar atualizações nas especificações, exibindo imagens mais brilhosas e contínuas para que os espectadores tenham experiências mais confortáveis. Claro que, uma coisa não deve mudar: cada fabricante forçará os consumidores a utilizarem óculos específicos da marca do televisor.
No entanto, as notícias na feira CES foram animadoras até nesse sentido. A empresa XpanD anunciou que lançará óculos compatíveis com diversas marcas. A fabricante já havia criado um produto do tipo antes, mas os novos óculos prometem ser configuráveis através do Android, de modo que o usuário poderá efetuar ajustes para melhorar as imagens tridimensionais.
Óculos compatível com todas as marcas
Fonte da imagem: divulgação/XpanD
Na CES, muitos holofotes estavam voltados às novas TVs 3D. Diferente dos atuais modelos disponíveis no mercado, as fabricantes agora apostam em modelos que eliminarão a necessidade de óculos para a simulação de profundidade. Infelizmente as novidades, anunciadas pela Toshiba, indicam uma tela com no máximo 20 polegadas, porém a novidade é uma surpresa incrível para quem está ansioso pelo 3D.
Tela 3D da Toshiba que dispensa o uso dos óculos
Fonte da imagem: divulgação/Toshiba
Evidentemente, a tecnologia “3D sem óculos” já foi apresentada antes, e como você bem deve lembrar, pela Nintendo. O Nintendo 3DS utilizará a pequena tela para inovar com gráficos de profundidade tridimensional. Durante a CES, o portátil deu as caras novamente, mas desta vez ele veio apenas para a demonstração de novos jogos. Como todos já sabem, o 3DS está previsto para fevereiro no Japão e março nos EUA.
No Brasil: televisores 3D ganharão algum espaço, ainda que para muitos o preço não seja acessível. Alguns novos modelos 3D podem chegar para quem procura por produtos top de linha. Novo console da Nintendo deve chegar por importação a um preço exorbitante.
No Mundo: televisores 3D “antigos” sairão de linha para dar vez aos novos modelos. Nintendo 3DS deve dominar em vendas de portáteis.

As televisões inteligentes ganham atenção especial

Enquanto os smartphones estão chegando ao Brasil, as televisões com sistemas operacionais aportam em terras americanas e européias. Durante a CES o número de fabricantes e empresas do ramo que anunciaram TVs com o sistema Android foi impressionante.
Essas TVs “inteligentes” contarão com processador próprio, adaptador Wi-Fi interno e controle remoto repleto de funções. Através da internet, os consumidores poderão aproveitar tudo que a IPTV tem a oferecer.
Aplicativos e controle remoto especial
Fonte da imagem: divulgação/VIZIO
Os novos televisores devem ter suporte para aplicativos (que poderão ser adquiridos através de lojas ao estilo AppStore) e acesso facilitado para os principais serviços de TV. Quando falamos em serviços, você deve pensar nas redes americanas como o NetFlix, o Hulu e a BlockBuster. Estas três “redes” de conteúdo terão seus próprios apps nas TVs, em muitas delas, inclusive, os softwares virão instalados por padrão.
No Brasil: televisores com sistema operacional podem chegar ainda em 2011 no Brasil, todavia, serviços de filmes e conteúdo multimídia podem não estar disponíveis em terras tupiniquins na mesma época. Algumas notícias indicam que teremos NetFlix e outros serviços do gênero muito em breve.
No Mundo: países europeus e os EUA já possuem diversos aparelhos compatíveis com serviços ao estilo “NetFlix” e as novas TVs chegarão com tudo em 2011 para complementar a experiência dos consumidores.

O 3D até nas câmeras e filmadoras

A exibição de imagens mudou para três dimensões e para acompanhar esta evolução, muitas fabricantes estão lançando câmeras e filmadoras tridimensionais. Isso era um passo já esperado, afinal, de nada adianta reproduzir conteúdo 3D sem ter o que reproduzir.
Obviamente, as produtoras de filmes já estão lançando – e continuarão investindo em – filmes 3D, todavia as empresas querem que o consumidor desfrute das três dimensões em uma filmadora própria, afinal, hoje todo mundo pode ser um fotografo ou um cineasta.
Filmadora 3D da Sony
Fonte da imagem: divulgação/Sony
Sendo assim, as câmeras 3D também ganharam destaque na CES. O visual das filmadoras tridimensionais impressiona, pois com duas lentes enormes na frente do aparelho, qualquer um fica pensando o que exatamente o produto faz. Para quem já sabia como funcionava a tecnologia 3D, as filmadoras não foram uma grande novidade, todavia, saber que fabricantes como a Sony investirão na alta qualidade de vídeos 3D amadores é algo bem interessante.
No Brasil: se as TVs 3D vão demorar um tempo considerável para apresentar lucros por aqui, as filmadoras tridimensionais devem ter um atraso significativo para chegar no Brasil. Até porque, de nada adianta as fabricantes lançarem um produto que grava 3D em um local onde não há onde reproduzir o conteúdo.
No Mundo: assim como as TVs 3D serão populares, as filmadoras com tal tecnologia devem fazer um sucesso de imediato nos EUA.

O smartphone virou super!

Quem acabou de comprar um Samsung Galaxy S ou um Motorola Milestone 2 talvez não tenha nem passado perto de notícias sobre smartphones. Isso porque, as novidades da área significam que os atuais modelos serão deixados para trás e que novos celulares inteligentes estarão no topo.
Na CES 2011, os novos smartphones foram muito além da expectativa, sendo considerados por alguns como superphones. Evidentemente, o termo foi utilizado para definir o alto desempenho apresentado nos novos aparelhos.
LG Optimus 2X
Fonte da imagem: divulgação/LG
Foi o caso do novo aparelho da LG, o Optimus 2X, o qual foi utilizado durante a demonstração da NVIDIA. Apresentando gráficos semelhantes ao que vemos nos computadores e no Playstation 3, o novo aparelho foi o centro das atenções no evento. Ele utiliza o processador NVIDIA Tegra 2 que conta com dois núcleos e opera com frequência de 1 GHz.
Definitivamente, os superphones prometem alcançar um novo patamar em entretenimento portátil. Considerando o alto desempenho, é desnecessário dizer que os superphones terão saída com resolução 1080p, novo padrão de rede sem fio e suporte para conexão às redes 4G, não é mesmo?
Motorola Droid Bionic
Fonte da imagem: divulgação/Motorola
E a LG não foi a única com a apresentar smartphones com processadores dual core. A Motorola teve grande destaque na feira com o Droid Bionic, um modelo que será lançado nos EUA para operar na rede da Verizon.
Tanto o novo aparelho da Motorola quanto outros exibidos pela Samsung e demais marcas já vêm com tela de 4,3 polegadas, o que possibilitará um amplo espaço para a exibição de vídeos em alta definição e games repletos de detalhes.
Jogo demonstrado durante a CES
No Brasil: novos smartphones devem chegar por aqui, principalmente alguns dos tantos apresentados pela Motorola e pela Samsung. Talvez o LG Optimus 2X chegue por importação, pois oficialmente ele deve ser lançado apenas na Europa e Ásia em 2011.
No Mundo: uma enxurrada de superphones e smartphones chegará aos EUA, à Europa e, obviamente, à Ásia — afinal, muitas das empresas que criaram os novos aparelhos estão neste continente.

O 3G dá vez ao 4G!

O número de smartphones apresentado na Consumer Electronic Show foi impressionante. Cada empresa anunciou diversos modelos, com diferentes sistemas operacionais, muitas funções inovadoras, designs exclusivos e tudo o que se tem direito. Apesar de muita coisa ter chamado a atenção, fica difícil não ter notado que as fabricantes e empresas de telefonia quiseram falar muito do 4G.
Samsung 4G LTE
Fonte da imagem: divulgação/Samsung
Isso mesmo, a quarta geração de telefonia móvel está chegando, o que significa que teremos mais velocidade para acessar a internet e qualidade impecável para chamadas de todos os tipos. Com valores que chegam a representar 10 vezes o que é oferecido pelo atual 3G, a nova tecnologia para celulares promete reinar sobre as atuais formas de acesso móvel.
No Brasil o 3G ainda não foi adotado por todos, mas algumas pessoas já preferem um plano de internet móvel do que um residencial. Com o 4G os consumidores devem ficar conectados por muito mais tempo e sem a necessidade de redes Wi-Fi. Claro que a tecnologia chegará primeiro aos EUA, todavia a quarta geração não deve demorar em aportar em nosso país.
No Brasil: não há quaisquer informações sobre a chegada oficial do 4G no Brasil, porém é certo que quando os aparelhos começarem a chegar, possivelmente, no ano que vem, o 4G acabará sendo uma realidade brasileira – ainda que não absoluta.
No Mundo: ainda este ano a tecnologia estará disponível em diversas redes de telefonia dos EUA. Não há informações sobre as empresas europeias, no entanto, países como a Inglaterra, Alemanha e demais devem receber o 4G muito em breve.

Cada fabricante com seu tablet

Se em 2010 a febre dos tablets não atingiu a grande maioria, em 2011 vai ser difícil resistir a um dos tantos gadgets mostrados na CES. Apesar de a indústria não estar muito segura quanto aos dispositivos sem teclado e com telas sensíveis ao toque, os consumidores já vêm notando que tais produtos são muito fáceis de utilizar.
Durante a feira, fabricantes como a Motorola, a RIM (responsável pelos BlackBerrys), a Acer e a Toshiba exibiram tablets prontos para atender a todos os públicos e gostos. Isso sem falar nos modelos que já eram esperados por parte da Dell, da Samsung, da HP e de outras marcas que nem sequer chegam por aqui.
BlackBerry PlayBook - O tablet profissional da RIM
Fonte da imagem: reprodução do site oficial da RIM
Os novos tablets devem ser muito superiores ao que conhecemos atualmente, sendo que alguns contarão com chips dual core — leia NVIDIA Tegra 2. Evidentemente, muitos modelos contarão com Android (2.2 ou 2.3) e alguns virão com o Windows 7.
No Brasil: novos tablets devem chegar durante o ano, ainda que não se saiba quais empresas tenham planos para abranger nosso país, espera-se que ao menos algum modelo com Tegra 2 chegue por aqui ainda em 2011.
No Mundo: dezenas de tablets chegarão aos EUA neste ano. Alguns podem aparecer em janeiro e fevereiro, todavia muitos produtos não têm data específica de lançamento. Apesar disso, as fabricantes (em sua maioria) disseram que os novos tablets serão comercializados em 2011.

Os carros do futuro também conectados

Nos EUA eles já são uma realidade. Apesar de que o número de carros elétricos seja bem reduzido, a tendência é que eles comecem a ganhar espaço na garagem dos motoristas de diversos países. Infelizmente no Brasil, os carros movidos à energia elétrica estão em fase de testes, porém com novidades surgindo lá fora, fica fácil sonhar com a chegada de novos modelos ao Brasil.
Durante a CES foram demonstradas diversas tecnologias para possibilitar recargas mais eficientes. Dentre elas, vale um destaque para o investimento da GM (também conhecida como Chevrolet) que “apostou” 5 milhões de dólares na empresa Powermat. A ideia da GM é que rodovias muito longas possuam sistema de recarga por indução (a energia chega ao carro sem a necessidade de contato físico).

Energia sem fio e limpa

E falando em energia por indução, outra tendência para os eletrônicos está no modo de recarga. Enquanto as indústrias automobilísticas investem em recargas nas rodovias, as fabricantes de eletrônicos aplicam quantias significativas para dispensar o uso de carregadores com fios.
Apesar de parecer uma ideia genial, existe um pequeno empecilho: a falta de padronização nos carregadores por indução. Não que isso não seja um grande problema, afinal poucos dispositivos têm suporte para esta tecnologia, todavia, seria interessante que quaisquer dispositivos pudessem aproveitar um mesmo carregador.
MyGrid da Duracell
Fonte da imagem: divulação/Duracell
Além da energia por indução, a CES serviu para mostrar a “preocupação” das fabricantes em investir na produção de energia “limpa”. Tecnologias que utilizam energia solar e baterias aperfeiçoadas são algumas das novidades que certamente são uma tendência para um futuro breve. E um destaque especial para a nova tecnologia de carregador wireless da Qualcomm, Powermat e Duracell, que promete ir muito além da "simples" indução.

A evolução do hardware

Dentre tantos eletrônicos ainda sobrou um espaço para mostrar um pouco dos responsáveis pelo grande salto no desempenho dos produtos. Sim, estamos falando dos processadores, os quais tiveram um foco especial na Consumer Electronic Show 2011.
Intel, AMD e NVIDIA marcaram presença com novos modelos que estarão presentes em desktops, netbooks, notebooks, televisores, smarphones, tablets e outros tantos aparelhos. A Intel e a AMD mostraram e demonstraram as APUs, processadores que unem GPU e CPU. A AMD, que já vem anunciando há um bom tempo sobre a “fusão” entre os dois ramos, teve forte presença em notebooks da Toshiba, HP e outros marcas.
Fusion - A APU da AMD
Fonte da imagem: reprodução/AMD
A fabricante de processadores gráficos, NVIDIA, não ficou para trás. Apesar de não apresentar APUs, a empresa relatou que vai lançar processadores ARM de alto desempenho para o mercado dos portáteis. Os novos chips da NVIDIA devem ter excelente capacidade para processamento gráfico.
Detalhe: a Qualcomm e a Samsung (pioneiras e maiores fabricantes do ramo) também estão lançando novos processadores ARM, inclusive modelos dual core.
E com o anúncio da NVIDIA, a Microsoft também se pronunciou, relatando que adicionará o suporte para processadores ARM no novo Windows. Isso significa, que mais dispositivos poderão executar o sistema operacional mais utilizado no mundo.
NVIDIA Tegra 2
Fonte da imagem: divulgação/NVIDIA
Uma tendência que ficou bem clara durante a CES foi justamente a questão da combinação entre chips para um futuro próximo. Assim como CPU e GPU estão se unindo agora, outros componentes poderão fazer parte de um mesmo item em novos eletrônicos, o que significa pouco espaço ocupado, pouca energia utilizada, alto desempenho e outros benefícios.
No Brasil: como citado anteriormente, existe a possibilidade de que alguma fabricante lance smartphones ou tablets baseados no NVIDIA Tegra 2. Quanto aos processadores da AMD e Intel, fica óbvio que estes modelos estarão disponíveis em muitos desktops e notebooks — os quais certamente serão vendidos aqui no Brasil. Apesar dessa certeza, não temos como definir datas específicas para a chegada dos produtos, porém as APUs chegaram para ficar.
No Mundo: 2011 será o ano para a introdução dos novos processadores dessas três gigantes. Intel, AMD, Samsung, Qualcomm e NVIDIA são os nomes que dominarão os eletrônicos mundo afora. Muitos tablets, notebooks, smartphones e televisores chegarão ainda no primeiro semestre deste ano, grande parte deles com processadores anunciados durante a CES.

Fonte: Baixaki

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Por que os processadores ARM podem mudar o rumo dos dispositivos eletrônicos?


O futuro dos processadores
“Por muitos anos, desenvolvedores da área de computação de alta performance tiveram poucas escolhas graças a arquitetura x86. O projeto Denver liberta PCs, estações de trabalho e servidores da hegemonia e ineficiência dela”.
A afirmação anterior é de Bill Dailly, VP de Pesquisa da NVIDIA, e é muito provável que, graças ao trabalho de pesquisa no qual está envolvido, o mundo da tecnologia esteja iniciando uma nova revolução capaz de ampliar sem precedentes as possibilidades para os usuários,que passam a ter verdadeiros supercomputadores na palma da mão.
Isso pode ser possível graças ao desenvolvimento da arquitetura ARM (Advanced RISC Machine) de processamento, tecnologia existente desde a década de 80 e atualmente voltada para dispositivos portáteis. A novidade é que estamos muito próximos de conhecer microprocessadores ARM capazes de obter um desempenho tão eficiente quanto o do computador mais potente que você tem em sua casa.
Mas como isso é possível? Qual o mistério existente por trás dessa revolução silenciosa e quais são as empresas que podem se beneficiar delas nos próximos dois anos? É hora de entender por que os processadores ARM podem representar uma mudança de paradigmas no mundo tecnológico.

Duelo de arquiteturas: ARM x x86

Tecnologia ARM representa uma revolução?
A arquitetura ARM não é exatamente uma novidade, pelo contrário. Criada em 1983, ela está prestes a completar três décadas de existência e vê agora as suas possibilidades ampliadas. Desenvolvida pela inglesa Acorn Computer Limited, foi à época o primeiro processador RISC criado para uso comercial.
Até então, a maioria dos computadores utilizava a arquitetura CISC, com suporte instruções complexas, simultâneas e de execução mais lenta — mas que resultavam em códigos menores, pela simplificação da estrutura de programação decorrente e menos entradas e saídas (diminuindo assim a necessidade de memória).
Os RISC, por outro lado, visam a simplificação dessas instruções, com o intuito de atingir a máxima eficiência por ciclo (podendo realizar tarefas menores com processos mais curtos) e uma maior ordenação das operações dentro do núcleo de processamento.
Por terem um número menor de circuitos internos, os RISC também podem trabalhar com clocks mais altos. Cabe observarmos, no entanto, que as divisões entre estes dois termos estão se tornando cada vez mais nebulosas, uma vez que os processadores modernos já combinam as duas linhas em suas diferentes camadas de hardware.
Hoje, a tecnologia ARM é administrada pela ARM Holdings, que licencia o projeto a grandes empresas (ou governos, como o da China) que queiram desenvolvê-lo em chips próprios. É importante observarmos que mudanças benéficas desenvolvidas por terceiros podem ser incorporadas à arquitetura — ao contrário do que se vê no caso da x86.
Os processadores ARM representam hoje a maioria absoluta em equipamentos portáteis. iPhone, Palm Pre, calculadoras, smartphones e até mesmo alguns notebooks utilizam essa tecnologia para as operações de processamento.
Tecnologia ARM exite desde a década de 80
No mercado de computadores, no entanto, ainda persiste a arquitetura x86 com as extensões x64, principalmente por razões de compatibilidade de software. A questão é que o código das duas é binariamente incompatível — o que torna inviável a execução do Windows 7 no ARM, por exemplo, ainda que programas de menor porte possam ser adaptados.
A arquitetura x86 pode ser considerada como de alta complexidade, por apresentar diversos estágios de processamento de dados (como o carregamento de informações, a decodificação, alocação de memória, entre outros) e possuir microcodes, responsáveis pela interpretação das instruções, transformando-as em processos físicos.
Como resultado desse conjunto mencionado acima, o que se tem é o alto desempenho, mas que infelizmente vem acompanhado de um maior consumo de energia e também da necessidade de mais espaço físico, tornando-os completamente incompatíveis com a proposta de aparelhos portáteis.
Assim, a indústria na maioria das vezes prefere abrir mão de potência e desempenho brutos em prol de portabilidade e da maior eficiência dos dispositivos, características que a arquitetura ARM é capaz de proporcionar com melhores resultados. É por isso, por exemplo, que recursos como multitarefa, demoraram um pouco mais a aparecer nos smartphones, assim como a evolução gráfica dos games também é inferior ao que os desktops e notebooks são capazes de exibir.

Afinal, qual é a novidade do ARM?

Tecnologia ARM chega oa mercado para valer em 2012
Depois de décadas de pesquisas e investidas, as técnicas ARM finalmente estão despertando o interesse das gigantes dos computadores (caso da Microsoft, que agitou a CES 2011 com seu anúncio, tratado adiante). Com a alta eficiência da arquitetura somada à liberdade propiciada pelos equipamentos de maior porte, o que surgirá será um processador verdadeiramente potente, quem sabe até de menor custo.
O Project Denver, da NVIDIA, também traz consigo um processador gráfico dedicado, eliminando parte da complexidade de hardware (por serem eliminados chipsets, portas e outros controladores externos) e abrindo espaço para operações mais rápidas, geradas em um único local.
Em termos práticos, veremos computadores extremamente velozes (que podem sim ser amparados por outros núcleos externos, como as atuais placas de vídeo dedicadas), enquanto fabricantes de notebooks e netbooks encontrarão a ferramenta perfeita para criar produtos mais leves, finos e portáteis, com maiores durações de bateria — algo que se aplica também ao mercado de celulares.
Vale lembrar que a NVIDIA é apenas uma das empresas à frente do conceito de superphones. Grandes corporações como Samsung e Qualcomm também já possuem produtos no mercado compatíveis com essa estrutura de processamento.

O ARM pode matar o x86?

Superphone da LG
Fonte da imagem: LG
No mundo da tecnologia, é muito complicado fazer qualquer afirmação definitiva nesse sentido. Entretanto, analisando apenas a teoria, a resposta para essa pergunta é sim. Porém, se isso acontecer, muito provavelmente não será nos próximos cinco anos, já que muito desse esforço dependerá da própria indústria.
Durante a CES 2011, em sua conferência, a NVIDIA utilizou dois exemplos para explicar o que pensa do momento atual do desenvolvimento tecnológico. Na década de 90, o sistema operacional Windows 95 representou uma grande evolução ao ampliar as possibilidades da computação para todos os usuários.
Na década passada, foi a vez de integrar os sistemas operacionais com a internet, conectando o mundo todo. Segundo a empresa, a bola da vez é levar as possibilidades da internet e dos computadores para as ruas, com a mobilidade. Assim, o usuário terá em seu bolso antes de tudo um computador, que também terá as funções de um telefone.
Contudo, para que isso seja possível, é preciso também que os usuários adotem a nova tecnologia e, historicamente, esse processo está acontecendo cada vez mais rápido. Dois exemplos rápidos: em pouco mais de um ano o Windows 7, lançado pela Microsoft, já representa mais de 30% do mercado entre os SOs da empresa.
O mesmo acontece com o Android, que têm as suas versões atualizadas com muita velocidade e em pouco menos de 2 anos já conta com uma base de 60 milhões de usuários somente nos Estados Unidos.
LG Optimus Black
Fonte da imagem: LG
Assim fazendo uma projeção simplista, a partir do lançamento dos primeiros modelos em 2011 e consequente integração com novos sistemas operacionais em 2012, caso o produto caia no gosto popular, é provável que até 2015 ele já possa representar pelo menos ¼ dos smartphones em utilização.
Empresas que saem na frente
Processadores ARM
Fonte da imagem: ARM
Os primeiros modelos de superphones a chegar ao mercado utilizarão o Android como sistema operacional. Entretanto, para que a adoção seja completa e as possibilidades sejam maiores, o natural seria utilizar os mesmos SOs dos desktops para os superphones. Os exemplos são diversos, tais como Linux e Windows CE, mas nenhum representa sucesso comercial.
E é justamente na questão de sucesso e apelo de público Microsoft. Causou surpresa ao público da CES o fato da NVIDIA anunciar que a empresa já está desenvolvendo um sistema operacional capaz de ser executado na arquitetura ARM. A novidade deve chegar ao mercado em 2012.
Qual seria esse sistema? Provavelmente o Windows 8. A utilização de uma nova arquitetura justificaria o fato de o intervalo entre o lançamento do Windows 7 e a próxima versão do SO da Microsoft serem tão curtos. Dessa forma, computadores e celulares poderiam rodar o mesmo sistema operacional, em um curto espaço de tempo, e com um grande volume de usuários adotando-o imediatamente.
E quanto a gigante Google? A convergência de sistemas operacionais coloca a empresa numa posição relativamente cômoda, porém, a indecisão entre um ou outro pode acabar pesando negativamente no futuro. Tanto o Android como o Chrome OS já são capazes de rodar sobre a arquitetura ARM.
A dúvida sobre o posicionamento que a empresa irá adotar é a seguinte: o Android é a melhor opção para ser adaptado para notebooks e desktops ou o Chrome OS poderia migrar para os celulares? A empresa precisará matar um dos seus dois produtos integrando-os ou a separação é a melhor alternativa? Afirmar qualquer uma das opções, ao menos por enquanto, é dar um tiro no escuro.
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Você acredita que a nova arquitetura ARM de processadores será mesmo capaz de revolucionar o mundo dos eletrônicos? Participe deixando a sua opinião nos comentários.


Fonte:Baixaki

domingo, 9 de janeiro de 2011

Harry Potter 7 Theme for windows 7

Ai gente esse aqui e o tema do Harry Potter e as relíquias da morte para Windows 7. quem é fá dos filmes vai ficar sempre pertinho dos astro nesse tema, ta testado e aprovado, pelo menos aqui no meu PC não deu nenhum problema.

Smartphone Dell surge com opções de sistema operacional

Versão Windows deve surgir mais cara
Fonte da imagem: divulgação/Dell
A guerra pelo mercado de smartphones não para. Depois de anunciar o Dell Streak 7 para os fãs de tablets, agora a Dell anuncia o Venue, telefone inteligente com Android Froyo. A parte mais destacável deste aparelho é o design, que se mostra um pouco mais moderno do que aparelhos como o Milestone, da Samsung.

Versão Android

Destinado a usuários domésticos, o Venue possui vários aplicativos de entretenimento instalados de fábrica, além de contar com a grande quantidade de softwares disponíveis na Android Market. O problema é que ele peca por oferecer aos usuários uma versão antiga do sistema operacional Android.

Versão Windows

Contando com o sistema operacional Windows Phone 7, ele deia o QuickOffice de lado e traz o Office Mobile. Também chamado de Dell Venue Pro, o Venue Windows garante praticamente as mesmas funções do Android. As maiores diferenças estão mesmo no sistema operacional e nos aplicativos oferecidos por cada um deles.
Dell Venue Pro com Windows 7

Fonte: Baixaki

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Pixel Qi demonstra tela de 7" durante CES


Comparação da tela da Pixel Qi com um iPad.Comparação da tela da Pixel Qi com um iPad. Fonte da Imagem: Pixel Qi.
A desenvolvedora de displays Pixel Qi deu as caras na CES deste ano com sua tela transreflexiva em um tablet de 7’’ e resolução de 1024x600.
A diferença desse display é a tela de alto contraste capaz de desligar a retro iluminação sem prejudicar a leitura quando há luz natural suficiente. Logo, o tablet é ótimo para economia de energia.
A Pixel Qi já tem em produção telas de 10.1’’. Durante a CES, a fundadora, Mary Lou Jepsen, anunciou que a produção das telas está crescendo e que a fabricante está trabalhando em um display de 10.1’’ com resolução maior (1280x800). Além disso, uma tela de 9.7’’ estaria em desenvolvimento com uma empresa parceira.
No momento, o único tablet com tela Pixel Qi é o da Adam Ink. Espera-se que a exibição durante a CES abra novos horizontes para a tecnologia.
Fonte: Baixaki

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Intel anuncia a segunda geração de processadores da família Core


Depois de muito provocar os usuários e de várias demonstrações, a Intel finalmente liberou os detalhes de seus novos processadores da família Core. As CPUs Sandy Bridge para portáteis e desktops são consideradas a segunda geração de processadores e trazem muito mais velocidade e estabilidade para os usuários.
Ao todo serão 29 novas CPUs, cada uma com a configuração ideal para determinado perfil de usuário. Do gamer às pessoas que usam o computador para acessar a internet e ler emails, todos serão atendidos pela segunda geração de processadores.

Quais as novidades?

Aqueles que vêm acompanhando a saga do Sandy Bridge já sabem que a nova família de processadores traz algumas novidades interessantes em relação às CPUs anteriores, embora o tempo de lançamento entre uma e outra seja relativamente curto.
Os processadores Sandy Bridge são baseados na microarquitetura de 32nm da Intel. Além disso, estas são as primeiras CPUs que contam com processador gráfico e lógico e controlador de memória em um único dispositivo. Na prática, isso significa que uma peça menor do que a que você possui no computador é capaz de processar muito mais conteúdo em menor tempo.

Segundo o próprio fabricante, os novos processadores gráficos HD 2000 e HD 3000 oferecem uma performance até duas vezes mais rápidas do que as encontradas atualmente no mercado. Para encerrar, os chips integrados reduzem o consumo de energia e são capazes de realmente desligar um disco rígido ocioso. Dessa maneira, a bateria dos computadores portáteis dura mais tempo.

Intel Quick Sync Video

A Intel está prometendo uma maneira mais rápida de fazer decodificação de vídeos. O Quick Sync é o grande responsável por essa melhoria, uma vez que todo o processo é feito em hardware. Isso garante uma velocidade 17 vezes maior do que a das placas integradas anteriores à segunda geração de processadores Core da Intel.
Parcerias entre a Intel e empresas de software multimídia, como Cyberlink, Corel e ArcSoft já foram firmadas e prometem melhorar ainda mais o desempenho das novas placas integradas.

Intel InTru 3D / Clear Video HD

Os novos processadores da Intel trazem a promessa de que o usuário poderá executar conteúdo 3D e em alta definição na TV por meio da conexão HDMI dos computadores. Isso não significa que você poderá visualizar conteúdos 3D em notebooks e desktops, mas torna possível a sua execução em televisores com esta tecnologia.

WiDi 2.0

Finalmente a Intel tornou possível o streaming em alta definição com seus novos processadores. Ainda há bastante atraso e pausas, mas o suporte para transmissões em 1080p é uma realidade nas CPUs da Intel.

Os processadores

Como citado, a segunda geração de processadores conta com 29 novas CPUs, as quais estão divididas entre Cores i3, i5 e i7 e contam ainda com versões para desktop e portáteis. Quem acompanha novos lançamentos e entende o mínimo que seja de processadores vai notar uma pequena diferença na nomeação dada às novas CPUs da Intel, que agora conta com o nome do processador seguido de quatro dígitos, e não apenas três como antes.

Há ainda as versões de processadores identificados com um “K” ao final do nome. Essas CPUs são conhecidas como “overclockable” e permitem que os usuários façam overclocks distintos para cada núcleo do processador. Conheça agora um pouco de cada CPU integrante da segunda geração da família Core.
  • Intel Core i7 Extreme Edition
    • Quantidade de modelos: 1
    • Mobile: i7-2920XM
  • Intel Core i7
    • Quantidade de modelos: 12
    • Mobile: i7-2820QM, i7-2720QM, i7-2630QM, i7-2635QM, i7-2620M, i7-2649M, i7-2629M, i7-2657M, i7-2617M
    • Desktop: i7-2600K, i7-2600S, i7-2600
  • Intel Core i5
    • Quantidade de modelos: 12
    • Mobile: i5-2540M, i5-2520M, i5-2410M, i5-2537M
    • Desktop: i5-2500K, i5-2500S, i5-2500T, i5-2500, i5-2400, i5-2400S, i5-2390T, i5-2300
  • Intel Core i3
    • Quantidade de modelos: 4
    • Mobile: i3-2310M
    • Desktop: i3-2120, i3-2100, i3-2100T

Na mídia

Os novos processadores nem bem foram anunciados e diversos sites especializados fizeram uma análise completa de algumas CPUs. Abaixo, você confere um pouco da opinião de alguns deles.



Intel Core i7Os processadores Core i7-2600K, Core i5-2500K, Core i5-2400 e Core i3-2100 foram devidamente testados pelo pessoal do Tom’s Hardware. Depois de “estressar” as CPUs com jogos e diversos programas de benchmark, os resultados renderam algumas elogios e também críticas à Intel.
Um dos pontos negativos levantados diz respeito ao overclock. Segundo o site, embora seja melhor do que antigamente, o número de processadores que suportam overclock ainda é limitado, levando em conta a quantidade de CPUs lançadas.
No entanto, o Tom’s Hardware deixa claro que os processadores são muito bons, obtendo notas elevadas na maioria dos testes realizados. Um dos destaques foi o Core i3-2100, que mostrou ser capaz de atender aos gamers e usuários domésticos de maneira satisfatória



AnandTech

O site AnandTech também realizou testes nos mesmo processadores que o Tom’s Hardware. Um dos pontos mais elogiados foi o Quick Sync que, segundo o site, “[...] É incrível. Simplesmente a melhor forma de assistir vídeos em seu smartphone ou tablet.”.
Ainda de acordo com o AnandTech, a menos que o usuário já possua um computador equipado com um Core i7 poderoso, os processadores Sandy Bridge é para onde você vai desejar migrar.
Que venham os novos processadores

Overclock3D

Também testando os processadores Core i7-2600K, Core i5-2500K, Core i5-2400 e Core i3-2100, o Overclock3D levanta um ponto interessante, não comentado pela maioria dos sites do gênero. De acordo com o site, as CPUs conseguem chegar em 5 GHz sem resfriamento líquido.
Outro ponto levantado pelo pessoal do Overclock3D é que, embora o preço entre os modelos não seja tão diferente (cerca de 20 euros), a diferença no desempenho é significativo. Ainda assim, a performance das novas CPUs com relação às da primeira geração não é tão gritante. Por isso, o Overclock3D (assim como o AnandTech) sugere o upgrade apenas para aqueles usuários que desejam trocar o computador por completo.

Quando surgem no mercado

Seguindo o que havia sido anunciado anteriormente, os processadores quad-core do modelo i7 serão os primeiros a surgirem no mercado e têm seu lançamento previsto ainda para primeira semana de janeiro. As demais CPUs, dual-core, serão vendidas somente a partir de fevereiro.

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Agora só resta esperar até que os novos membros da família Core da Intel cheguem ao mercado. Enquanto isso, não deixe de acompanhar a CES 2011 e fique de olho na exibição dos novos processadores da Intel.
Fonte: Baixaki

Microsoft completa migração do Hotmail para o Outlook.com

Em julho de 2012, a Microsoft lançava o Outlook.com, novo serviço de email gratuito com interface Metro e integração com redes sociais. Ho...