sexta-feira, 15 de julho de 2011

O Motorola Xoom pode substituir seu notebook?

Com 10,1 polegadas, tela do Xoom aproxima aparelho de um notebook
Com 10,1 polegadas, tela do Xoom aproxima aparelho de um notebook
Depois de meses de espera, recebemos o Motorola Xoom, primeiro tablet a utilizar o sistema operacional Android 3.0, chamado de HoneyComb.
O aparelho foi lançado para concorrer diretamente com o iPad da Apple e com o Galaxy Tab da Samsung, mas ao invés de fazermos uma analise comparativa entre os tablets, como já existem aos milhares na internet, resolvemos responder uma única pergunta: o Xoom pode substituir um notebook à altura?
Para responder esta pergunta, passei um final de semana brincando com o aparelho e tentando fazer tudo o que faço normalmente quando uso meu notebook, ou seja, checar e-mails, entrar em redes sociais e sites de notícias, jogar algum game legal e, principalmente, usar programas de edição de texto para escrever matérias para o MSN Tecnologia.
Todas essas tarefas foram executadas com sucesso. Embora alguns problemas tenham surgido no percurso, a maioria deles aconteceu mais por falta de tato deste repórter do que por deficiência do aparelho.
O Motorola Xoom tem 24,8 cm de largura e 16,7 cm de altura, com 1,2 cm de profundidade. Apesar de fino, ele é pesadinho - são 730 gramas -, mas bem menor e mais leve que um notebook normal. A frente é toda recoberta por vidro, sem nenhum sinal de botão, somente com a câmera frontal e o LED.
A traseira possui um material emborrachado, onde fica a saída do som, da câmera, do flash e do botão de ligar, este último muito mal localizado - não foram poucas as vezes que desliguei o aparelho acidentalmente.
Mas é a tela do Xoom que mais aproxima o aparelho de um notebook. Com 10,1 polegadas e resolução de 1280 x 800 (HD), ela deixa o dispositivo retangular e melhor de usar na horizontal, o que torna a experiencia mais parecida com a de um laptop, mas diferente de um iPad, em que o tamanho da tela nos guia a segurá-lo em posição vertical.
Ainda sobre a tela, ela é protegida pelo vidro Gorila Glass, um vidro super resistente que dificilmente será arranhado, riscado e até mesmo quebrado. Apesar disso, me incomoda a ideia de largar o tablet na mochila sem uma tampa ou proteção que a isole.
Navegar pela internet com o Xoom é uma experiência que não fica devendo em nada para um notebook. A versão testada tinha conexão Wi-Fi e abria páginas de sites por completo, mesmo as mais pesadas. O sistema operacional HoneyComb também ajuda pela interface parecida com navegadores encontrados em desktops, como o Firefox, que possui bookmarks e abas acima da barra de endereços podendo ser abertas em abundância.
Em termos de games, o Xoom dá um show de apresentação e desempenho. Os jogos rodam de forma bem suave, com gráficos dignos de um console da última geração. A diferença em relação ao notebook é que no tablet jogamos usando a tela sensível ao toque, tornando a experiencia mais parecida com a de jogar em um smartphone.
A falta de um teclado físico também torna a tarefa de escrever no Xoom diferente que num notebook, mas para a minha surpresa, o teclado virtual (que aparece na tela) é espaçoso e possui ótima resposta, sendo possível digitar com a mesma velocidade que em um teclado físico. O HoneyComb também conta com atalhos como no esquema de acentuação, em que é preciso manter uma letra apertada para surgir as opções.
No fim das contas, o Motorola Xoom apresentou um desempenho tão bom que resolvi escrever essa matéria usando o próprio tablet. Se o aparelho pode substituir um notebook, voltando a pergunta inicial do artigo, depende muito do perfil e dos objetivos de cada usuário, mas em todas as tarefas descritas acima o resultado foi semelhante ao do meu computador pessoal.

Fonte: MSN Brasil

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