Com 10,1 polegadas, tela do Xoom aproxima aparelho de um notebook
O aparelho foi lançado para concorrer diretamente com o iPad da Apple e com o Galaxy Tab da Samsung, mas ao invés de fazermos uma analise comparativa entre os tablets, como já existem aos milhares na internet, resolvemos responder uma única pergunta: o Xoom pode substituir um notebook à altura?
Para responder esta pergunta, passei um final de semana brincando com o aparelho e tentando fazer tudo o que faço normalmente quando uso meu notebook, ou seja, checar e-mails, entrar em redes sociais e sites de notícias, jogar algum game legal e, principalmente, usar programas de edição de texto para escrever matérias para o MSN Tecnologia.
Todas essas tarefas foram executadas com sucesso. Embora alguns problemas tenham surgido no percurso, a maioria deles aconteceu mais por falta de tato deste repórter do que por deficiência do aparelho.
O Motorola Xoom tem 24,8 cm de largura e 16,7 cm de altura, com 1,2 cm de profundidade. Apesar de fino, ele é pesadinho - são 730 gramas -, mas bem menor e mais leve que um notebook normal. A frente é toda recoberta por vidro, sem nenhum sinal de botão, somente com a câmera frontal e o LED.
A traseira possui um material emborrachado, onde fica a saída do som, da câmera, do flash e do botão de ligar, este último muito mal localizado - não foram poucas as vezes que desliguei o aparelho acidentalmente.
Mas é a tela do Xoom que mais aproxima o aparelho de um notebook. Com 10,1 polegadas e resolução de 1280 x 800 (HD), ela deixa o dispositivo retangular e melhor de usar na horizontal, o que torna a experiencia mais parecida com a de um laptop, mas diferente de um iPad, em que o tamanho da tela nos guia a segurá-lo em posição vertical.
Ainda sobre a tela, ela é protegida pelo vidro Gorila Glass, um vidro super resistente que dificilmente será arranhado, riscado e até mesmo quebrado. Apesar disso, me incomoda a ideia de largar o tablet na mochila sem uma tampa ou proteção que a isole.
Navegar pela internet com o Xoom é uma experiência que não fica devendo em nada para um notebook. A versão testada tinha conexão Wi-Fi e abria páginas de sites por completo, mesmo as mais pesadas. O sistema operacional HoneyComb também ajuda pela interface parecida com navegadores encontrados em desktops, como o Firefox, que possui bookmarks e abas acima da barra de endereços podendo ser abertas em abundância.
Em termos de games, o Xoom dá um show de apresentação e desempenho. Os jogos rodam de forma bem suave, com gráficos dignos de um console da última geração. A diferença em relação ao notebook é que no tablet jogamos usando a tela sensível ao toque, tornando a experiencia mais parecida com a de jogar em um smartphone.
A falta de um teclado físico também torna a tarefa de escrever no Xoom diferente que num notebook, mas para a minha surpresa, o teclado virtual (que aparece na tela) é espaçoso e possui ótima resposta, sendo possível digitar com a mesma velocidade que em um teclado físico. O HoneyComb também conta com atalhos como no esquema de acentuação, em que é preciso manter uma letra apertada para surgir as opções.
No fim das contas, o Motorola Xoom apresentou um desempenho tão bom que resolvi escrever essa matéria usando o próprio tablet. Se o aparelho pode substituir um notebook, voltando a pergunta inicial do artigo, depende muito do perfil e dos objetivos de cada usuário, mas em todas as tarefas descritas acima o resultado foi semelhante ao do meu computador pessoal.
Fonte: MSN Brasil