O sistema operacional Android, do Google, continua a ser o principal alvo dos cibercriminosos. De acordo com novo estudo da McAfee, das 8 mil ameaças identificadas pela empresa de antivírus no primeiro trimestre de 2012 em todo o mundo, 87,5% foram desenvolvidas para o Android. O crescimento dos programas que atacam o Android deu impulso a um aumento de 1.200% no total de ameaças para dispositivos móveis no último ano.
"As centenas de malwares para Android que identificamos no ano passado se transformaram em milhares no início de 2012", diz a empresa, no relatório. Além do Android, outros sistemas operacionais são alvo dos cibercriminosos: o Symbian, usado em aparelhos da Nokia, aparece em segundo lugar; o Java ME, usado nos sistemas operacionais de celulares básicos, os feature phones, aparece em terceiro. A lista não mostra o iOS e o Windows Phone.
De acordo com a McAfee, a maior parte do malware para o Android não é encontrada no Google Play, loja oficial de aplicativos do Google. Eles são hospedados em lojas de aplicativos menores, de terceiros, em regiões específicas, como China e Rússia. "A loja de aplicativos do Google passou por alguns incidentes, mas o número de ameaças encontradas lá é moderado", diz a empresa.
Entre as ameaças mais comuns para Android estão aplicativos que passam a exibir anúncios em qualquer tela do smartphone ou tablet, os chamados adwares - essa lista não inclui jogos e aplicativos gratuitos que exibem publicidade enquanto o usuário os executa.
Outro tipo de malware comum é um trojan que, ao ser instalado, dá o controle das funções do aparelho ao cibercriminoso. Eles passam a ter acesso a documentos pessoais, como fotos, e enviam SMS para números pagos, que cobram valores altos do usuário e os repassam à conta do cibercriminoso.
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Número de malware para computadores bate recorde no início de 2012
Malware para computador bate recorde
De acordo com o relatório da McAfee, a quantidade de malwares para computadores (Windows, Mac e Linux) alcançou 83 milhões no primeiro trimestre de 2012.
Segundo a McAfee, a empresa nunca havia registrado uma quantidade tão grande de malwares diferentes em um único trimestre. "Não sabemos quando chegaremos a 100 milhões de tipos diferentes, mas deve acontecer nos próximos trimestres", diz a empresa.
Outra tendência é o aumento de aplicativos maliciosos que usam certificados digitais válidos para convencer o usuário de que são legítimos. Só no primeiro trimestre de 2012, a empresa registrou 200 mil tipos de malware que usam este tipo de técnica. "Inspirados pelos vírus Duqu e Stuxnet, os cibercriminosos devem aumentar o número de ameaças como esta", diz o relatório.
Fonte: Ig